Manifesto Comunista e Teses de Abril

A Revolução Russa de 1917 transformou o Manifesto Comunista no texto fundamental para socialistas em todo o mundo. No centenário do evento que marcou o século XX, esse volume coloca a obra mais famosa de Marx e Engels ao lado de outro texto clássico, Teses de abril, o manifesto revolucionário de Lênin que eleva a política a uma forma de arte. Essa edição comemorativa apresenta ainda textos introdutórios de Tariq Ali, contextualizando o período em que o Manifesto foi redigido – às vésperas das revoluções de 1848 – e traçando sua influência sobre as Teses de abril, texto que por sua vez daria novo fôlego ao Manifesto Comunista.

“Lênin compreendia Marx melhor do que a maioria dos dirigentes políticos de sua época. Em abril de 1917, entre as duas revoluções que transformaram a Rússia tsarista durante a primeira guerra imperialista, o bolchevique escreveu uma série de teses baseadas na teoria marxista, exortando seu partido a fazer os preparativos necessários para uma revolução social – teses estas que estão incluídas na parte final deste livro. Por outro lado, sem a Revolução Russa de novembro de 1917, o Manifesto Comunista – que abre o volume – acabaria confinado às bibliotecas especializadas em vez de rivalizar com a Bíblia como o texto mais traduzido na história moderna”, afirma Ali.

O Manifesto Comunista é o texto político mais influente já escrito – poucos chamados à ação foram capazes de tão efetivamente agitar e mudar o mundo. Agora, no despertar de um novo século, sob uma dura crise financeira e em um mundo construído sobre regimes de austeridade permanente, cada vez mais dominado por terríveis disparidades econômicas, ele permanece um ponto de referência para quem tenta compreender as transformações que são hoje forjadas pelo capitalismo e suas formas concomitantes de exploração.

É nas Teses de abril, escritas em 1917, que Lênin apresenta dez máximas analíticas de modo a traçar um programa para acelerar e completar a revolução que havia se iniciado em fevereiro daquele ano. Nessa edição, são incluídas também as Cartas de longe, escritas por Lênin no exílio e endereçadas a seus camaradas em Petrogrado. Nessas correspondências, Lênin dá conselhos e instruções aos que levariam adiante seus ideais no rescaldo da Revolução de Fevereiro.

Fonte: site da Boitempo

Manifesto Comunista e Teses de Abril

Ficha técnica
Título: Manifesto Comunista e Teses de Abril
Autores: Karl Marx, Friedrich Engels, Vladimir Lenin
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2017
Páginas: 120
Preço: R$ 24,00

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Olga Benário Prestes

Essa breve narrativa biográfica contém não apenas preciosidades históricas e raridades documentais – que, por si sós, já valeriam a leitura –, ela oferece a dimensão da luta diária de Olga Benario Prestes por seus ideais, mesmo nas condições mais adversas. A resistência da jovem revolucionária diante da gigantesca e cruel máquina do Terceiro Reich, que a considerava uma “comunista perigosa”, parece ainda pulsar nestas páginas. Após a abertura dos arquivos da Gestapo, a historiadora Anita Leocadia Prestes debruçou-se sobre as cerca de 2 mil páginas a respeito de Olga, recheadas de documentos inéditos, para trazer à tona informações até então desconhecidas. Com base nos documentos, a autora constrói uma narrativa cronológica que vai da inserção da jovem Olga na luta política até sua morte na câmara de gás do campo de concentração de Bernburg, em abril de 1942, revelando a firmeza inabalável da revolucionária.

Enquanto, na prisão, Olga nutria esperanças de conseguir asilo em outro país, e, fora dela, sua sogra e sua cunhada faziam de tudo para que ela fosse libertada, os nazistas nunca consideraram essa hipótese. No entanto, ela jamais se curvou a seus algozes, jamais entregou companheiros e nem sequer revelou suas atividades políticas, ainda que a chantageassem com a perspectiva de voltar a ver a filha. Após o relato biográfico há um caderno de fotos e uma série de anexos com a reprodução de documentos, como o passaporte que Olga se negou a assinar, fotos encontradas no arquivo da Gestapo e a tradução e a reprodução da correspondência inédita de Olga e Prestes, entre outros. Mais do que peças faltantes no quebra-cabeça da história, os documentos reproduzidos nessa obra nos permitem enxergar o presente com outros olhos.

Olga Benario Prestes

Ficha técnica
Título: Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo
Autora: Anita Leocádia Prestes
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2017
Páginas: 144
Preço: R$ 37,00

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Os donos do capital

A obra Os donos do capital: a trajetória das principais famílias empresariais do capitalismo brasileiro, organizada por Pedro Campos e Rafael Brandão, é dedicada ao exame da história dos principais grupos familiares do capitalismo no país. Trata-se de uma coletânea de dez artigos escritos por diferentes autores a respeito de alguns dos principais grupos familiares do capitalismo no país: a família Mauá, os Guinle, os Gerdau, os Lafer e os Klabin, os Johannpeter Gerdau, os Marinho, o caso de Valentim Bouças, a família Sarney, os Moreira Salles, Setúbal e Villela, além dos Odebrecht, Camargo e Andrade. Escritos por dez especialistas sobre esses diferentes grupos familiares, o livro acaba por trazer elementos importantes da formação histórica do capitalismo no país e da formação da classe dominante brasileira. Dessa forma, a obra pretende contribuir com os estudos e o conhecimento sobre a formação e o caráter do empresariado brasileiro, tendo em vista suas peculiaridades históricas e suas semelhanças e diferenças com as burguesias de outros países.

Os donos do capital

Ficha técnica
Título: Os donos do capital: a trajetória das principais famílias empresariais do capitalismo brasileiro
Organizadores: Pedro Campos e Rafael Brandão
Editora: Autografia
Ano da publicação: 2016
Páginas: 352
Preço: R$ 47,00

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Lenin e a Revolução de Outubro

“A antologia lenineana que agora se entrega ao leitor reúne escritos dos anos 1917 a 1923 – lapso temporal que cobre um capítulo crucial do século XX. Estão coligidos neste volume alguns dos principais textos de Lenin redigidos no calor da hora – no fragor dos combates travados em 1917 e na sua imediata sequência – e que são indispensáveis para a compreensão do seu protagonismo, central nos eventos do Outubro russo e seus desdobramentos logo seguintes. Mas esta seleção de textos de Lenin, tendo por suposto que a sua plena inteligibidade implica a sua rigorosa inserção no fluxo da história russa e do movimento socialista europeu na entrada do século XX, pretende-se um pouco mais que um repertório documental representativo. Seu objetivo é, antes de mais e sobretudo, oferecer ao eventual leitor (não a especialistas ou acadêmicos, mas a militantes sociais e jovens ativistas interessados em fazer avançar a sua autoformação política) materiais que lhe permitam refletir sobre o comportamento teórico e prático-político de um notável líder revolucionário em face de conjunturas determinadas, particulares, no enfrentamento do que ele mesmo designou como situações concretas – reflexão que, para além de implicações teóricas, seguramente tem claríssimas incidências prático-políticas.” (José Paulo Netto)

Lenin e a Revolucao de Outubro

Ficha técnica
Título: Lenin e a Revolução de Outubro: textos no calor da hora (1917-1923)
Autor: Vladimir Illitch Ulianov Lenin
Organizador: José Paulo Netto
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2017
Páginas: 596
Preço: R$ 45,00

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Gramsci e a Revolução Russa

Nesse centenário da Revolução Russa e de oitenta anos da morte de Antonio Gramsci é fundamental que se traga da Revolução Russa, da sua experiência trágica, da sua luta heroica, das suas formulações teóricas e práticas, os ensinamentos para a retomada da luta por uma sociedade mais igualitária neste novo século.

O livro Gramsci e a Revolução Russa, organizado por Ana Lole, Victor Leandro Chaves Gomes e Marcos Del Roio, trata de questões que dizem respeito à relação entre Gramsci e Lenin, entre a Itália e a Rússia. Recorda os oitenta anos da morte de Gramsci e o centenário da Revolução Russa reunindo artigos produzidos por estudiosos brasileiros e italianos, que refletem acerca do evento revolucionário russo pelo prisma do pensamento político do filósofo sardo. Ao longo desta obra coletiva temos o registro das ideias gramscianas de modo a realçar seu “espírito inventivo”, o que já demarca a singularidade e a riqueza desta coletânea.

Fonte: site da editora Mórula

Gramsci e a Revolucao Russa

Ficha técnica
Título: Gramsci e a Revolução Russa
Organizadores/as: Ana Lole, Victor Leandro Chaves Gomes e Marcos Del Roio
Autores/as: Domenico Losurdo, Anita Helena Schlesener, Michelle Fernandes de Lima, Edmundo Fernandes Dias, Daniela Mussi, Eduardo Granja Coutinho, Rodrigo Duarte Fernandes dos Passos, Gianni Fresu, Giovanni Semeraro, Lincoln Secco, Leandro Galastri e Giuseppe Vacca
Editora: Mórula
Ano da publicação: 2017
Páginas: 272
Preço: R$ 42,00

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História da resistência indígena

“Ainda pouco se sabe sobre os 500 anos de luta dos povos indígenas no Brasil. Apenas um ou outro episódio se destaca na história oficial. De outro lado as informações são poucas e esparsas, geralmente obtidas através de textos escritos muitas vezes na perspectiva do vencedor, isto é, da sociedade dominante. A história real de resistência e luta desses povos continua de certa forma desconhecida. Os personagens, os locais, as datas dessas lutas são geralmente ignorados pelos brasileiros. Recentemente, começou-se a fazer um resgate deste passado e este livro quer ser uma contribuição para essa retomada histórica. Ele começou a ser gestado em 2005 quando o autor voltou a escrever episódios das lutas indígenas para o jornal indigenista Porantim, do Cimi, em Brasília. Foram, portanto, 12 anos de pesquisa e garimpagem em textos históricos, nem sempre de fácil acesso. Este livro foi escrito de forma simples, visando, sobretudo, as lideranças e os professores indígenas para que tivessem um instrumental a mais na luta de resistência. Foi uma forma de devolver às comunidades indígenas parte do seu passado resistente. O livro destina-se também aos militantes das causas sociais, para que recuperem a luta desses povos e que vejam, que apesar de vários tropeços, sempre buscaram defender sua terra e suas culturas. Por isso fica aqui gravada a frase que ecoou muito forte na época das comemorações dos 500 anos do Brasil: Reduzidos sim, vencidos nunca!” (Benedito Prezia)

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Ficha técnica
Título: História da resistência indígena: 500 anos de luta
Autor: Benedito Prezia
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2017
Páginas: 208
Preço: R$ 35,00

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Significado do protesto negro

“Entende-se por movimento negro contemporâneo grupos e organizações que, no país, desenvolvem a luta e o combate ao racismo desde os primórdios da década de 1970. Tomou-se esse período como ponto de partida por ele determinar o marco da reinserção do Movimento Negro no cenário político ao apontar as relações raciais como um dos principais aspectos das contradições existentes entre a sociedade e o Estado no Brasil. Tal movimento tem como uma de suas estratégias a denúncia da discriminação, do preconceito e do racismo existente no país e o desmascaramento da farsa da democracia racial alardeada pela ditadura militar – no Brasil não existia racismo!

Quarenta anos depois, podemos afirmar que essas estratégias foram exitosas e influenciaram e tornaram possíveis mudanças nas condições de vida e trabalho da população negra em anos recentes. A pretensa democracia racial tornou-se indefensável e o racismo é visto como um dos impasses a serem solucionados para a construção de um Brasil mais justo e igualitário. Vários foram os pensadores socialistas e de esquerda, negros e brancos, homens e mulheres, que contribuíram para a formação dos ativistas que construíram e constroem esse movimento. Florestan Fernandes foi um deles. Um lutador socialista e de esquerda que destinou seu prestígio e autoridade teórica e política em favor da luta de combate ao racismo.

O que fica explícito em seus estudos e livros publicados e em parte presentes no conjunto de textos apresentado nessa nova edição de Significado do Protesto Negro. São textos que relacionam capitalismo e racismo para que se compreenda a desigualdade racial e a condição de pobreza da população negra que os representantes das elites da casa-grande, com o golpe em curso no Brasil, tentam manter como garantia da manutenção de seus privilégios e postos de mando e opressão, o que, juntos com Florestan Fernandes, aprendemos a enfrentar.” (Flávio Jorge Rodrigues da Silva)

Significado do protesto negro

Ficha técnica
Título: Significado do protesto negro
Autor: Florestan Fernandes
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2017
Páginas: 160
Preço: R$ 25,00

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