Ensaios gramscianos

No livro Ensaios gramscianos: política, escravidão e hegemonia no Brasil Imperial, organizado por Ricardo Salles, cinco historiadores analisam diferentes momentos da história política do século XIX do nosso país. Em comum, partilham da mesma perspectiva teórica inspirada por Antonio Gramsci e mostram as diferentes maneiras como a escravidão, e toda a configuração social por ela engendrada, marcou os distintos momentos da história política do Império. Se a relação entre escravidão e política não é novidade, a temática está longe de ter sido esgotada. Salvo poucos, mas importantes textos, ela tem sido negligenciada por boa parte da historiografia política recente. Ensaios gramscianos, sem perder de vista, um minuto sequer, a especificidade do tema da história política, é mais um esforço no sentido de suprir essa lacuna.

Ensaios gramscianos Brasil Imperial

Ficha técnica
Título: Ensaios gramscianos: política, escravidão e hegemonia no Brasil Imperial
Autor: Ricardo Salles (org.)
Editora: Prismas
Ano da publicação: 2017
Páginas: 370
Preço: R$ 58,00

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Dicionário Gramsciano

Escrito por estudiosas e estudiosos de nacionalidades, culturas e áreas diversas, o Dicionário gramsciano (1926-1937), organizado por Guido Liguori e Pasquale Voza, reconstrói o sentido das palavras e dos conceitos presentes nos Cadernos do cárcere e nas Cartas do cárcere. Ao combinar, em seus mais de 600 verbetes, rigor científico e clareza textual, esta obra visa a divulgar com precisão o pensamento de um dos maiores teóricos marxistas da modernidade.

Dicionario gramsciano

Ficha técnica
Título: Dicionário gramsciano (1926-1937)
Autores: Guido Liguori e Pasquale Voza (orgs.)
Tradutores: Ana Maria Chiarini, Diego Silveira Coelho Ferreira, Leandro de Oliveira Galastri e Silvia de Bernardinis
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2017
Páginas: 832
Preço: R$ 125,00 (R$ 169,00 na versão de capa dura)

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A revolução das mulheres

Em 8 de março de 1917, uma manifestação reuniu, na Rússia, mais de 90 mil mulheres contra o tsar Nicolau II e a participação do país na Primeira Guerra Mundial. O evento, que também exigia melhores condições de trabalho e o fim imediato da fome que se alastrava pelo país, tomou proporções inimagináveis e culminou na chamada Revolução de Fevereiro, um prenúncio da Revolução de Outubro, que derrubou o tsarismo, deu o poder aos sovietes e levou à construção da URSS. Para comemorar o centenário dessa data incendiária, a Boitempo publica A revolução das mulheres, antologia com dezenas de artigos, atas, panfletos e ensaios de autoras russo-soviéticas produzidos nesse contexto de convulsão social e política.

Nesses textos de intervenção e reflexão sobre a condição e a emancipação da mulher, destaca-se sobretudo a importância da igualdade entre os gêneros na defesa da classe trabalhadora: a separação entre mulheres e homens interessava apenas ao capital, para a Revolução a luta deveria ser conjunta. A leitura, que percorre temas como feminismo, emancipação, trabalho, luta de classes, família, leis e religião, permite distinguir que houve, de fato, a conquista de direitos desde então, mas também demonstra que diversos critérios desiguais continuam em vigor, o que torna os textos, apesar de clássicos, mais atuais do que nunca. A coletânea vem acrescida de fotografias das autoras e de cenas da Revolução.

Fonte: site da editora Boitempo

A revolucao das mulheres

Ficha técnica
Título: A revolução das mulheres: emancipação feminina na Rússia soviética: artigos, atas, panfletos, ensaios
Organizadora: Graziela Schneider Urso
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2017
Páginas: 276
Preço: R$ 54,00

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Marx e o marxismo v.7 n.4

Os editores da revista online Marx e o marxismo comunicam que o volume 7, número 4, já está no ar. Abaixo pode ser conferido o sumário completo da revista com os respectivos links dos artigos. A revista é uma produção do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas (NIEP) Marx e o marxismo, da Universidade Federal Fluminense.

Artigos
Movimento real da forma política em Marx: elementos para a crítica dos “aparelhos repressivos” como síntese do Estado capitalista, de Elcemir Paço Cunha

Partidos políticos enquanto objetos de estudos: um balanço crítico de sua trajetória e das abordagens predominantes, de Marcio Lauria Monteiro

A questão feminina na Rússia e suas respostas: análise por meio da lei do desenvolvimento desigual e combinado, de Thaiz Carvalho Senna

Independência ou em dependência? Apontamentos sobre as relações entre produção e reprodução no capitalismo, de Danielle Jardim da Silva

Algumas implicações da exasperação historicista da teoria do valor de Marx por Moishe Postone, de Marcelo Carcanholo

Exterminismo: E. P. Thompson e o acidente nuclear em Fukushima, de Juceli Aparecida Silva

Equilíbrio: fundamento ou fenômeno emergente?, de Eleuterio F S Prado

Luta e Memória
Introdução ao Memorando Powell, por Rejane Carolina Hoeveler

Memorando Powell

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Marx e Engels como historiadores da literatura

Marx e Engels se ocuparam a fundo dos problemas da arte e da literatura, mas não chegaram a publicar escritos abordando o tema de maneira sistemática. No livro Marx e Engels como historiadores da literatura, o filósofo húngaro György Lukács realiza um trabalho de destrinchar e examinar o tratamento que os fundadores do marxismo dedicaram ao tema da estética. Referência fundamental para pensar o imbricamento entre estética e política, os escritos reunidos em Marx e Engels como historiadores da literatura revelam a percepção inaugural que o pensador húngaro tem da estética marxista. Ao se debruçar sobre as análises que Marx, Engels e Lenin fazem da literatura e da arte, o livro debate o papel do artista e da estética na sociedade.

O livro é composto de quatro artigos escritos entre 1931 e 1940 em que Lukács procura demonstrar que, embora de um modo não sistematizado, nas reflexões de Marx e Engels estão presentes os traços essenciais do fundamento de uma estética de cunho primordialmente realista. O primeiro artigo apresenta pormenorizadamente a discussão de Marx, Engels e Lassalle em torno da peça teatral Sickingen, composta por Lassalle e enviada por ele para apreciação de Marx e Engels. O segundo faz um panorama histórico da atividade de Engels como crítico literário, desde os anos de estudante até os anos da maturidade. O terceiro artigo analisa a fundo a crítica de Marx à decadência ideológica da burguesia no seu tempo após 1848. O quarto e último artigo inspira-se em Que fazer?, de Lenin, analisando a contraposição entre tribuno e burocrata e aplicando-a ao campo artístico, em especial ao da literatura.

Esta primeira edição brasileira conta ainda com um apêndice inédito disponibilizando a própria correspondência entre Lassalle, Marx e Engels sobre a peça Sickingen.

Fonte: site da editora Boitempo

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Ficha técnica
Título: Marx e Engels como historiadores da literatura
Autor: György Lukács
Tradução: Nélio Schneider
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2016
Páginas: 264
Preço: R$ 59,00

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Os despossuídos

A obra Os despossuídos reúne artigos de Karl Marx que, já em 1842, tratavam do direito sobre o uso da terra, uma questão fundamental (embora cercada de polêmicas) comum às grandes experiências socialistas. É imbuído da noção de que o primeiro roubo se dá com a primeira apropriação privada que Marx, à época um jovem de 24 anos, recém-doutorado em filosofia na Universidade de Jena, iniciou suas colaborações ao periódico Gazeta Renana, do qual mais tarde se tornaria redator. Essa primeira série de artigos tratava
da análise crítica das discussões ocorridas na Sexta Assembleia Provincial Renana, no ano de 1841, e levantava temas como o direito à propriedade, a liberdade de
imprensa e as questões judiciais acerca da problemática gerada pela instauração de uma lógica capitalista onde antes o que regia era um direito consuetudinário.

Este volume tem por inspiração o livro Les dépossédés: Karl Marx, les voleurs de bois et le droit des pauvres [Os despossuídos: Karl Marx, os ladrões de madeira e o direito dos pobres], de autoria de Daniel Bensaïd, trazendo, inclusive, o texto completo do filósofo francês. A diferença entre os dois volumes é que a edição brasileira optou por incluir os artigos completos de Marx, até agora inéditos em português, ao passo que a edição francesa continha apenas alguns trechos selecionados destes. Traduzido por Nélio Schneider, o texto de Karl Marx tem como base a edição de 1982 da MEGA-2.

Fonte: site da editora Boitempo

os-despossuidos

Ficha técnica
Título: Os despossuídos: debates sobre a lei referente ao furto de madeira
Autor: Karl Marx
Tradutor: Nélio Schneider
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2017
Páginas: 152
Preço: R$ 29,00

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Crítica Marxista 43

Os editores da revista Crítica Marxista comunicam o lançamento do número 43. O sumário completo deste número está disponível abaixo. Os/as interessados/as em adquirir a revista poderão acessar o site de Crítica Marxista e clicar no botão “Como comprar”.

Artigos
1. A edição de Engels do Livro III de O Capital e o manuscrito original de Marx, Michael Heinrich
2. Sobre o conceito marxista de crise política, Danilo Enrico Martuscelli
3. La historia de la controversia marxista sobre la determinación del trabajo complejo en la producción de valor, Gastón Caligaris
4. Em direção a uma problemática marxista de estudos sobre a internet, Christian Fuchs
5. A primeira polêmica sobre o populismo na América Latina, André Kaysel Velasco e Cruz
6. O Brasil dos gramscianos, Alvaro Bianchi
7. A Europa em tempo de crise, Marcello Musto

Comentário
A atual crise sob a ótica da queda tendencial da taxa de lucro: as contribuições de Shaikh, Dumenil e Levy e Kliman, Fernanda Valada e Natasha Pergher

Resenhas
1. Andréia Galvão: “Marxism and social mouvements”, de Colin Barker (Brill, 2013).
2. Mário Augusto Medeiros: “Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas”, de Clóvis Moura (Anita Garibaldi, 2014).
3. Bruna Della Torre: “A jaula de aço: Max Weber e o marxismo weberiano”, de Michael Löwy (Boitempo, 2014).
4. Deise Rosálio: Gramsci, marxismo e revisionismo, de Leandro Galastri (Autores Associados, 2015).
5. Tatiana Berringer: “A política externa norte-americana e seus teóricos”, de Perry Anderson (Boitempo, 2015).
6. Sofia Manzano: “Caio Prado Júnior: uma biografia política”, de Luiz Bernardo Pericás (Boitempo, 2016).
7. Marly Vianna: “O alfaiate de Ulm: uma possível história do Partido Comunista Italiano”, de Lucio Magri (Boitempo, 2014).
8. Carlos Zacarias: “Luiz Carlos Prestes”, de Anita Prestes (Boitempo, 2015).
9. Pedro Henrique Cícero de Moraes: “A burguesia brasileira e a política externa nos governos FHC e Lula”, de Tatiana Berringer (Appris, 2015).

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