A revolução burguesa no Brasil

Em 1975, Florestan Fernandes publicou, pela editora Zahar, a primeira edição do livro A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. Em 2020, ano do centenário do autor, a Editora Contracorrente, em parceria com a Kotter Editorial, inaugura a Coleção Florestan Fernandes com essa antológica obra, que conta com prefácio de André Botelho e Antonio Brasil Jr. e um posfácio de Gabriel Cohn.

A Coleção Florestan Fernandes é coordenada pelo Professor Bernardo Ricupero para quem A revolução burguesa no Brasil é a culminação da obra de Florestan Fernandes e “corresponde a uma espécie de encruzilhada, na qual o sociólogo que foi encontra o publicista revolucionário que se torna. É, portanto, um bom lugar para começar a reedição da obra desse sociólogo comprometido, no sentido mais pleno do termo”.

Fonte: site da editora Contracorrente

Ficha técnica
Título: A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica
Autor: Florestan Fernandes
Editora: Contracorrente
Ano da publicação: 2020 [1975]
Páginas: 586
Preço: R$ 78,00

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Crítica Marxista n.50

A revista Crítica Marxista comunica o lançamento do número 50, uma edição especial que comemora os 25 anos de existência da publicação. O sumário completo do número está disponível logo abaixo:

CM50

Artigos

El capital como sujeto y la lucha de clases, de Rodrigo Steimberg

Restauração e revolução passiva pós-moderna no ciclo neoliberal: um transformismo intelectual de massa, de Stefano G. Azzarà

Marx, a Internacional e as Trade Unions, de Marco Vanzulli

Marx e a China: o problema da expansão do capitalismo, de Gustavo Machado

Dossiê: Extrema direita e fascismo hoje

Apresentação, por Armando Boito

Configurações históricas da ditadura, de João Quartim de Moraes

Gramsci e Togliatti diante do fascismo, de Marcos Del Roio

Com quantos paus se faz uma canoa? Notas sobre A Personalidade Autoritária, de Bruna Della Torre

Porque caracterizar o bolsonarismo como neofascismo, de Armando Boito Jr.

Classe média e ameaça neofascista no Brasil de Bolsonaro, de Sávio Cavalcante

Trump em perspectiva histórica, de Dylan Riley

Neofascismo, extrema-direita e racismo hoje na Itália, de Saverio Ferrari
Dossiê: Marxismo e Ecologia
Dualismo cartesiano apocalíptico ou monismo social antiecológico? As disputas entre a escola da ruptura metabólica e a ecologia-mundo, de Laura Luedy e Murillo van der Laan

Marxismo e a dialética da ecologia, de John Bellamy Foster e Brett Clark

Os cadernos ecológicos de Marx, de Kohei Saito
Comentários
Marx, Espinosa e Darwin: pensadores da imanência, de Diego Lanciote
Documentos
Carta a Macciocchi sobre maio de 1968, deLouis Althusser

Marx no New York Daily Tribune: Apresentação, por Muniz Ferreira

Debates Parlamentares — O Clero e a Luta pela Jornada de Dez Horas — Fome, de Karl Marx

Emigração Forçada, de Karl Marx
Tradução
Reflexões sobre a teoria de classes, de Theodor W. Adorno
Entrevista

Os labirintos de Marx: Entrevista com Michael Heinrich, por Bruna Della Torre
Resenhas

1. O marxismo ocidental: como nasceu, como morreu, como pode renascer [Domenico Losurdo], por Diego Pautasso e Tiago Soares Nogara

2. Marx e o fetiche da mercadoria: contribuição à crítica da metafísica [Jadir Antunes], por Cristian Arão Silva de Jesus

3. The Long Roots of Formalism in Brazil [Luiz Renato Martins], por Ana Paula Pacheco

4. Gramsci e a emancipação do subalterno [Marcos Del Roio], por Daniela Mussi

5. Rosa Luxemburgo – crise e revolução [Rosa Rosa de Souza Gomes], por Isabel Loureiro

6. O Velho Marx: Uma biografia de seus últimos anos (1881-1883) [Marcello Musto], por Mauro Castelo Branco de Moura

7. Rosa Luxemburgo: pensamento e ação [Paul Frölich], por Rosa Rosa Gomes

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Universidade brasileira: reforma ou revolução?

A editora Expressão Popular, em parceria com o Andes-SN, lança uma nova edição da obra Universidade brasileira: reforma ou revolução?, de Florestan Fernandes. O livro reúne nove primorosos ensaios de Florestan, muitos deles estruturados a partir das conferências realizadas no contexto mais amplo do que se convencionou chamar “reformas de base”, entre os anos de 1967 e 1968.

Inicialmente organizado para ser lançado em 1969, ano da aposentadoria compulsória do autor imposta pela ditadura civil-militar, teve sua primeira edição somente em 1975 pela editora Alfa-Ômega. Os escritos registram a memória de intervenções públicas realizadas, de acordo com o autor, com o intuito de colaborar com estudantes, intelectuais, políticos e os colegas da resistência no processo de reflexão sobre a cooptação da bandeira da Reforma Universitária operada pelos militares.

Neste contexto em que a ciência e a universidade sofrem uma grande ofensiva por parte de setores reacionários da sociedade, essa obra é urgente e necessária. Nesse sentido, ela conta com uma cuidadosa apresentação de Roberto Leher que demonstra a sua atualidade e a necessidade de se lutar por uma Universidade em favor dos interesses do povo brasileiro.

Para conhecemos mais detalhes da obra, a editora disponibilizou o sumário do livro e a apresentação escrita por Roberto Leher. Clique aqui para ter acesso gratuito ao material.

 

Ficha técnica
Título: Universidade brasileira: reforma ou revolução?
Autor: Florestan Fernandes
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2020 [1975]
Páginas: 389
Preço: R$

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Mariátegui

Em 2020 relembramos o 90º ano de morte de José Carlos Mariátegui (1894-1930), o Amauta, um dos mais importantes intelectuais marxistas e militantes comunistas na América Latina. Nesta ocasião, seis editoras em seis diferentes línguas reuniram num único volume três textos de Mariátegui – Ética e socialismo, Aniversário e balanço e As reivindicações feministas. A obra ainda conta com uma introdução escrita por Lucía Reartes e Yael Ardiles, do coletivo da Escola José Carlos Mariátegui, na Argentina, e de um ensaio de Florestan Fernandes sobre o Amauta.

O livro está disponível gratuitamente. Clique aqui e boa leitura!

“Não queremos, certamente, que o socialismo seja, na América, decalque nem cópia. Deve ser criação heroica. Temos que dar vida, com nossa própria realidade, em nossa própria linguagem, ao socialismo indo-americano. Aqui está uma missão digna de uma nova geração” (Mariátegui)

Fonte: site da editora Expressão Popular

Ficha técnica
Título: Mariátegui
Autor: José Carlos Mariátegui
Editoras: Batalla de Ideas, Expressão Popular, Leftword Books, Chintha Publishers, Vaam e Instituto Tricontinental de Pesquisa Social
Ano da publicação: 2020
Páginas: 52
Preço: gratuito

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Odisseia de um general do povo brasileiro

Em Odisseia de um general do povo brasileiro e de sua geração intelectual, Olga Sodré presta uma homenagem a Nelson Werneck Sodré, que impressionava pela vastíssima cultura e curiosidade intelectual. Werneck Sodré foi um militante das causas nacionalistas, populares e socialistas, atuando em lutas memoráveis do nosso povo, como na campanha do Petróleo e nos embates contra a ditadura militar de 1964. O historiador se valia tanto dos grandes conceitos – modo de produção, processo civilizatório – quanto daqueles conceitos intermediários, que revelavam realidades concretas – e esse é o caso de imperialismo, nação, cultura. Nesses ásperos tempos por que atravessa o Brasil, sua obra continua indispensável para suscitar em nós o caminho da sensatez, do conhecimento e da esperança.

Fonte: site da Paco Editorial

Ficha técnica
Título: Odisseia de um general do povo brasileiro e de sua geração intelectual: testemunho de Olga Sodré sobre o combate cultural de Nelson Werneck Sodré
Autora: Olga Sodré
Editora: Paco Editorial
Ano da publicação: 2019
Páginas: 272
Preço: R$ 49,90

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A conspiração contra a escola pública

Como professor na Universidade de São Paulo (USP), Florestan Fernandes teorizou as pequenas conquistas, as contradições e derrotas da República brasileira, que não formou um sistema educacional para as maiorias trabalhadoras. No final dos anos 1950, se envolveu diretamente nas cruzadas em defesa da escola pública, como parte das lutas do campo democrático e popular, que reunia liberais progressistas e socialistas, que teimavam em edificar a educação de qualidade para as massas. Todos sabemos que eles foram derrotados na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1961.

O livro A conspiração contra a escola pública, lançado pela editora Lutas Anticapital, desvenda as principais forças que jogaram contra a formação da escola pública, laica, de qualidade e universal no Brasil e narra o debate ao redor deste tema. Esses debates aconteceram nos anos que precederam a promulgação de LDB da educação de 1959 a 1961. Faz também um histórico bastante preciso das conquistas, contradições e limites da formação do sistema educacional num país de capitalismo dependente e associado, que necessita manter o povo analfabeto e miserável, ou na melhor das hipóteses, qualificar parcelas da classe trabalhadora para vender a sua força de trabalho na indústria e comércio.

Sua visão da educação explicitada neste texto, escrito no calor das lutas dos anos 1950 e início dos 60, já reconhece os traços fundamentais da sociedade brasileira e a dificuldade que as lutas sociais tiveram naquele período e terão novamente no período de “redemocratização” para concretizar uma educação emancipatória, financiada pelos fundos públicos, e controlada pelos trabalhadores.

Junto com o texto de Florestan Fernandes, a obra traz artigos de Fabiana de Cássia Rodrigues, Henrique Tahan Novaes, Julio Hideyshi Okumura e Marcelo Totti contextualizando a luta do sociólogo paulistano em defesa da educação pública.

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Ficha técnica
Título: A conspiração contra a escola pública
Autor: Florestan Fernandes
Editora: Lutas Anticapital
Ano da publicação: 2020
Páginas: 135
Preço: R$ 25,00 (+ R$ 10,00 de envio)

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O que fazer?

O que fazer? é a obra seminal de Vladimir Lenin sobre a teoria política de partido do dirigente revolucionário russo. Publicado como brochura em 1902, o livro apresenta as linhas gerais do que seria chamado mais tarde de “partido leninista”, indicando as tarefas de organização necessárias ao desenvolvimento da revolução, bem como avaliando os equívocos das diferentes linhas de pensamento no interior do que até então era o campo da social-democracia.

Publicada no ano em que Lênin completa um século e meio de nascimento, a obra é um esforço prático de resposta aos principais problemas da social-democracia na época, sobretudo a relação entre a espontaneidade das massas e a vanguarda do partido, além da importância da teoria política para o movimento revolucionário, sintetizada em sua célebre frase: “Sem teoria revolucionária, não pode haver movimento revolucionário”. A relevância de O que fazer? viria a ser comprovada com a constituição da ala bolchevique, responsável por levar a cabo a primeira revolução socialista do século, em 1917.

Fonte: site da editora Boitempo

O que fazer?

Ficha técnica
Título: O que fazer? Questões candentes do nosso movimento
Autor: Vladimir Lênin
Tradutorxs: Edições Avante! e Paula Vaz de Almeida
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2020 [1902]
Páginas: 224
Preço: R$ 49,00

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Os desafios do feminismo marxista na atualidade

Com o objetivo de aprofundar e estimular a discussão acerca do feminismo marxista para a luta d(a)os socialistas, o blog marxismo21, em meados de fevereiro de 2020, engajou-se na organização do dossiê Os desafios do feminismo marxista na atualidade. Para isso, convidou várias militantes, intelectuais e pesquisadoras dedicadas ao estudo das relações entre feminismo e marxismo. O resultado final é um livro de 15 artigos assinados por 17 autoras, que foram inseridos no dossiê em ordem alfabética. Clique aqui para acessar gratuitamente o livro.

O tema do feminismo tem recebido atenção do coletivo que integra o blog marxismo21 e já foi objeto de dois dossiês especiais: (1) dossiê sobre o pensamento de Heleieth Saffioti, publicado em março de 2016, que abriga o maior acervo digital de obras desta importante intelectual brasileira, estudiosa e militante da causa feminista, além de trabalhos que discutem a sua obra; e (2) ao dossiê “marxismo, sexualidade e gênero”, lançado em maio de 2017, que conta com uma série de textos que abordam as questões de gênero e de sexualidade e o debate feminista.

O sumário completo do livro está disponível logo abaixo:

Apresentação e homenagem
A Greve Feminista e sua contribuição para a relação entre sindicalismo e feminismo, de Amanda Menconi
O feminismo marxista tem uma história? Breve estudo do caso francês. de Annabelle Bonnet
O dilema das desigualdades frente ao marxismo, de Daniele Cordeiro Motta
A revolução será feminista, ou não será!, de Elaine Bezerra
Da produção à reprodução: um olhar do feminismo crítico para o trabalho das mulheres, de Iriana Cadó
A política identitária como parte fundamental do projeto revolucionário, de Joana El-Jaick Andrade
Epistemologias, práxis e desafios conjunturais nas relações entre feminismo(s) e marxismo, de Lívia Moraes e Arelys Esquenazi
O que diria Heleieth Saffioti (1934-2010), a feminista marxista, pioneira, sobre os dias de hoje?, de Maria Amélia de Almeida Teles
Feminismo e Marxismo: uma relação dialética, de Maria Betânia Ávila e Verônica Ferreira
Breve história do feminismo marxista, de Maria Lygia Quartim de Moraes
Desafios ao marxismo e ao feminismo emancipacionista em tempos de barbárie neoliberal, de Mary Garcia Castro
Feminismo socialista: um panorama do pensamento e da luta das mulheres, de Nalu Faria
Feminismo em sua conjuntura. Neoanarquismo, a outra face do tecnocratismo, de Natalia Romé
A luta feminista frente ao avanço do conservadorismo, de Santiane Arias
Feminismo contra o capitalismo, de Tica Moreno

Fonte: site do blog marxismo21

Ficha técnica
Título: Os desafios do feminismo marxista na atualidade
Autoras: Arelys Esquenazi, Amanda Menconi, Annabelle Bonnet, Daniele Cordeiro Motta, Elaine Bezerra, Iriana Cadó, Joana El-Jaick Andrade, Lívia Moraes, Maria Amélia de Almeida Teles, Maria Betânia Ávila, Maria Lygia Quartim de Moraes, Mary Garcia Castro, Nalu Faria, Natalia Romé, Santiane Arias e Verônica Ferreira
Editora: marxismo21
Ano da publicação: 2020
Páginas: 198
Preço: gratuito

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O ovo da serpente

Preparado no calor dos acontecimentos, o livro O ovo da serpente, de Cid Benjamin, Felipe Demier e Valerio Arcary, reúne artigos produzidos e publicados em meio aos eventos e processos analisados. Se a alta temperatura já é uma constante em uma Amazônia desmatada e incendiada, cujos povos são expulsos de suas terras a ferro e fogo, nos grandes centros urbanos os direitos e mesmo as vidas são tirados a sangue frio. O avanço da violência urbana, dos assassinatos de jovens negros, das opressões, do feminicídio, do desemprego, do custo de vida, do adoecimento, do medo, da ansiedade, da depressão, em suma, do caos, são algumas das deletérias marcas de um Brasil onde o neofascismo chegou ao governo e, embora não tenha, por ora, logrado erigir um regime político fascista ou mesmo plenamente bonapartista, já conseguiu acentuar significativamente os traços autocráticos da nossa democracia burguesa blindada.

Fonte: site da editora Mauad

Ovo da Serpente:a ameaça neofascista no Brasil de Bolsonaro, O

Ficha técnica
Título: O ovo da serpente
Autores: Cid Benjamin, Felipe Demier e Valerio Arcary
Editora: Mauad
Ano da publicação: 2020
Páginas: 164
Preço: R$ 43,50

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Os sentidos do mundo

Os sentidos do mundo: textos essenciais reúne ensaios escolhidos pelo próprio David Harvey, oferecendo uma síntese retrospectiva de suas mais importantes e originais contribuições teóricas. A coletânea abarca um imenso leque de temas – da ecologia à pós-modernidade, passando por imperialismo, geopolítica, história urbana, crises financeiras e as dinâmicas de urbanização – e ao mesmo tempo revela um fio condutor comum e uma coerência articulada no trabalho de edição.

Além de reunir artigos clássicos, a obra traz ensaios inéditos em língua portuguesa, todos acompanhados de comentários do autor, explicando o contexto da publicação original e refletindo sobre sua atualidade e sua relevância para a contemporaneidade.

Fonte: site da editora Boitempo

Ficha técnica
Título: Os sentidos do mundo: textos essenciais
Autor: David Harvey
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2020
Páginas: 416
Preço: R$ 83,00

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