Subimperialismo e dependência na América Latina

O livro Subimperialismo e dependência na América Latina, de Adrián Sotelo Valencia, é um esforço teórico e empírico para atualizar o trabalho de Marini à luz dos grandes temas do mundo contemporâneo e da América Latina. Sendo um dos seus discípulos, e com uma vasta obra publicada em diversas línguas, o autor apresenta neste livro as propostas fundamentais da teoria marxista da dependência, através dos conceitos desenvolvidos por Marini, para reinscrevê-las no debate nas ciências sociais e submetê-las ao teste do tempo histórico. A categoria subimperialismo formulada por Marini constitui um dos aportes mais importantes e transcendentes do pensamento social latino-americano e da teoria da dependência, dentro do variado leque de teorias e paradigmas do desenvolvimento que emergiram no período posterior à Segunda Guerra Mundial. Imersa na problemática latino-americana e, em especial, do Brasil, essa categoria proporciona uma das chaves teórico-metodológicas centrais para a compreensão da dinâmica da crise econômica, social e política do Brasil no convulsionado contexto internacional e regional do Cone Sul latino-americano.

Ficha técnica
Título: Subimperialismo e dependência na América Latina: o pensamento de Ruy Mauro Marini
Autor: Adrián Sotelo Valencia
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2019
Páginas: 326
Preço: R$ 35,00

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Democracia e socialismo

“Este livro de Victor Neves é o primeiro estudo sistemático do conjunto da obra de Carlos Nelson Coutinho. Como o mostra Neves, Carlos Nelson nunca foi um intelectual de gabinete, ou um ‘marxista acadêmico’: sua ação e seu pensamento são inseparáveis de um compromisso político com a causa do proletariado e com a luta pelo socialismo. Muitos intelectuais brasileiros que se reclamavam do marxismo acabaram se reconciliando com o sistema, limitando suas ambições a ‘melhorar’ ou ‘humanizar’ o capitalismo e/ou o neoliberalismo, com a ajuda de doses homeopáticas de ‘justiça social’. Como podemos ver lendo este livro, Carlos Nelson Coutinho é um personagem de outra fibra: sem ter medo de ir ‘contra a corrente’ – título de um de seus mais belos livros – sempre foi de uma coerência e de uma integridade sem falhas.

Se eu pudesse resumir em uma frase o que foi o papel de Carlos Nelson Coutinho no campo do marxismo brasileiro, diria o seguinte: ele foi não só um dos primeiros a estudar Gramsci no Brasil – bem antes da publicação, sob sua direção, das Obras Completas em português –, mas também alguém capaz de repensar, em termos gramscianos, a política brasileira. Mais importante ainda: Carlos Nelson foi o inventor – no sentido alquímico da palavra – do que se poderia chamar um marxismo democrático-socialista brasileiro, de inspiração gramsciana.” (Michael Löwy)

O livro está disponível gratuitamente para leitura. Clique aqui e acesse a obra.

Ficha técnica
Título: Democracia e socialismo: Carlos Nelson Coutinho em seu tempo
Autor: Victor Neves
Editora: Lutas Anticapital
Ano da publicação: 2019
Páginas: 708
Preço: R$ 65,00

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Estado, poder e revoluções

“O ano de 2017 marcou os 100 anos da Revolução Soviética. A grande revolução, a referência mundial para a classe trabalhadora. O medo espalhado para a classe dominante. Como se houvesse um presságio na singela frase de Marx e Engels “um espectro ronda a Europa, o espectro do comunismo (…).” A Rússia entraria para a Europa e passaria a ser portadora do espectro da revolução mundial da classe trabalhadora. Mundo afora, com ênfase no Brasil, 2017 foi um ano de rememorações, discussões, estudos sobre o processo revolucionário soviético.

É com esse sentido que apresentamos esse livro. Fruto inicialmente de um evento, seus autores reelaboraram, retomaram leituras, ampliaram reflexões a partir da experiência acadêmica. (…) Ou seja, estamos diante de um conjunto de textos que toma temas mais ou menos conhecidos e que recolocam questões a partir de discussões historiográfias, à luz de novos documentos e problemas investigativos. Em um contexto de acirramento da crise capitalista e de seus dramáticos desdobramentos, é fundamental retomar a análise dos distintos processos revolucionários e formas de organização dos trabalhadores.” (Carla Luciana Silva, Gilberto Calil e Rodrigo Paziani)

Ficha técnica
Título: Estado, poder e revoluções: reflexões em um mundo em crise
Organizadores/as: Alexandre Batista, Carla Luciana Silva, Gilberto Calil e Rodrigo Paziani
Editora: FCM
Ano da publicação: 2019
Páginas: 210
Preço: R$ 25,00

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Marx e a crítica do modo de representação capitalista

Em Marx e a crítica do modo de representação capitalista, Jorge Grespan recupera o conceito de “modo de representação”, parte fundamental da crítica de Karl Marx à sociedade capitalista. Mediante uma análise filológica minuciosa, o autor restaura de maneira inédita o conceito e estabelece sua relação com o correlato mais conhecido, o “modo de produção” capitalista. O termo “representação” designa todo um conjunto de práticas econômicas e de percepções da realidade que culminam nas formas de distribuição do mais-valor analisadas no Livro III de O capital. Assim, a representação expõe e explica os processos de inversão executados pelo capitalismo e descritos por Marx em sua obra, que, não por acaso, começa pelo “fetichismo” da mercadoria e se encerra com a “fórmula trinitária”.

Marx e a crítica do modo de representação capitalista

Ficha técnica
Título: Marx e a crítica do modo de representação capitalista
Autor: Jorge Grespan
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2019
Páginas: 304
Preço: R$ 57,00

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Os portões do Éden

“Na sequência de seu livro O voo de minerva: a construção da política, do igualitarismo e da democracia no Ocidente Antigo, Antonio Carlos Mazzeo traz aos leitores uma profunda sondagem teórico-histórica das questões mais importantes levantadas pela sociedade contemporânea acerca da democracia, do igualitarismo e do poder. Em Os portões do Éden: igualitarismo, política e Estado nas origens do pensamento moderno, o autor radica sua pesquisa histórico-filosófica nas origens helenísticas do igualitarismo e das formas políticas de resolução das necessidades organizativas das sociedades.

O Renascimento e a apropriação peculiar da herança helênica do igualitarismo proporcionam uma imersão em autores que sintetizam a transformação civilizatória da nova era na “entificação” de uma nova cosmovisão da condição humana. Laicizar o divino e o estabelecimento do livre-arbítrio permitiram à humanidade historicisar o conhecimento na transformação dialética do ser humano e da consciência possível. Nessa particular transformação que emerge do Renascimento, a forma sociometabólica do capital impulsionada pela burguesia traz consigo a superação do ideal clássico grego fundado na pólis e a ascensão do ideal burguês do homem egoísta, surgindo assim, a forma inacabada da individualidade ainda segmentada pela sociedade de classes.

O encerramento do livro com a primorosa contribuição de Maquiavel permite compreender em plenitude a construção ideo-política da forma societal burguesa em emergência. A práxis política, o papel do Estado e o significado do igualitarismo no século XXI requerem a imersão na produção teórico-filosófica proposta por Mazzeo ao abrir os portões do Éden aos leitores.” (Sofia Manzano)

Os portões do Éden

Ficha técnica
Título: Os portões do Éden: igualitarismo, política e Estado nas origens do pensamento moderno
Autor: Antonio Carlos Mazzeo
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2019
Páginas: 352
Preço: R$ 59,00

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A ditadura do grande capital

A editora Expressão Popular, em parceria com a Adunirio (seção sindical do Andes-SN na Unirio), relança uma obra-prima do pensamento social brasileiro. A ditadura do grande capital, de Octavio Ianni, faz uma análise da ditadura empresarial-militar brasileira (1964-1985) em seus aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais. Destaca-se a compreensão de que o golpe de Estado de 1964 e a ditadura instaurada a partir dele servia aos interesses do capital monopolista nacional e internacional – com hegenomia do capital financeiro internacional -, utilizando o Estado como forma de consolidação de uma nova fase de acumulação do capital no Brasil.

Nesse sentido, os governos militares agiam no plano econômico obedecendo aos mandos e desmandos do grande capital, que tornava as condições de vida do povo cada vez piores, e continham a efervescência e revolta social com um robusto aparato repressivo com o intuito de anular a ação dos operários e camponeses. Outro aspecto que se destaca na economia política da ditadura é a política de expansão da fronteira agrícola – principalmente na Amazônia e no Centro-Oeste – e o entreguismo dos bens naturais para o capital internacional. Ianni também analisa as contradições internas à própria ditadura que a desgastaram e também as formas de resistência popular que ganhava força, é bom recordar que o livro foi escrito em 1981, ainda sob a ditadura.

Este livro nos ajuda a compreender como o Estado brasileiro é utilizado pelas classes dominantes nacionais e internacionais para alavancar a acumulação de capital e manter a dependência com relação aos países imperialistas. Além disso, ele também contribui para compreendermos como as necessidades de transformação do capital se relacionam com as formas políticas das classes dominantes, algo bastante atual.

Ficha técnica
Título: A ditadura do grande capital
Autor: Octavio Ianni
Editora: Expressão Popular (com apoio da Adunirio, seção sindical do Andes-SN)
Ano da publicação: 2019 [1981]
Páginas: 360
Preço: R$ 40,00

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Marx e o fetiche da mercadoria

Marx e o fetiche da mercadoria: contribuição à crítica da metafísica mostra como o fetiche da mercadoria é uma continuidade do fetiche da religião e da metafísica criticado por Marx em sua juventude. O livro mostra como o mundo moderno da mercadoria continua a história das duplicações e das fantasmagorias da religião cristã e da metafísica, tais como aquém e além, relativo e absoluto, essencial e não essencial, humano e divino, mundano e sagrado, ao produzir o dinheiro como o Deus do mundo da mercadoria e uma cultura alienada, fetichizada e reificada correspondente à devoção mística e religiosa deste novo Deus.

Marx e o Fetiche da Mercadoria

Ficha técnica
Título: Marx e o fetiche da mercadoria: contribuição à crítica da metafísica
Autor: Jadir Antunes
Editora: Paco Editorial
Ano da publicação: 2018
Páginas: 408
Preço: R$ 59,90

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