Escritos políticos de Fanon

Publicado pela primeira vez no Brasil e com tradução direta do francês, Escritos políticos abrange uma seleção de artigos jornalísticos de Frantz Fanon. Redigidos originalmente para o El Moudjahid, jornal da Frente de Libertação Nacional da Argélia, do qual Fanon foi colaborador de 1957 a 1960, os textos acompanham o cotidiano do colonialismo francês na Argélia, o desenvolvimento da luta de libertação nacional do povo argelino e a formação do movimento internacional dos países colonizados e do terceiro mundo em meados do século XX.

Exibindo uma prosa vigorosa, ao mesmo tempo cortante e poética, os artigos reunidos nesta obra trazem ao leitor os desdobramentos teóricos ocorridos em uma fase decisiva do pensamento de Fanon. Além disso, deixam ver seu trabalho de agitação política e sua visão estratégica a respeito de conflitos de grande escala que, a seu ver, abriam um horizonte de cura revolucionária para a alienação da humanidade.

Fonte: página eletrônica da editora Boitempo

Ficha técnica
Título: Escritos políticos
Autor: Frantz Fanon
Tradução: Monica Stahel
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2021
Páginas: 160
Preço: R$ 49,00

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Movimento socialista e partidos políticos

Movimento socialista e partidos políticos, de Florestan Fernandes, é fruto de uma conferência realizada na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em 1978. Em um período em que se iniciava a crise da ditadura empresarial-militar que, não obstante, recrudescia a repressão, era também um momento no qual crescia o movimento de massas de resistência à ditadura, cujo maior expoente foram as greves do ABC paulista. Florestan já havia assumido para si a tarefa de “pedagogo da revolução”, dedicando todo o seu acúmulo intelectual e esforços teóricos a pensar caminhos para a construção da revolução brasileira.

Nesse livro, o autor se detém sobre os objetivos estratégicos que trazem diretrizes sobre a construção do socialismo e sobre as táticas da luta revolucionária no Brasil e na América Latina. Diante dos vários movimentos que surgiam à época, de maneira “espontânea”, como resistência à ditadura, Florestan contrapõe a necessidade de formação de um movimento socialista, ligado à construção de partidos revolucionários. Sem o trabalho do partido, a formação dessa força social anticapitalista e socialista seria frágil. E o partido socialista, sem essa força muito maior que ele, seria débil. Assim, Florestan desenha uma estratégia revolucionária, considerando a dinâmica do capitalismo dependente brasileiro, em que o movimento socialista seria a confluência das forças anticapitalistas tanto para impulsionar as reformas como para alimentar a revolução contra a ordem e organizar a sociedade em novas bases.

Para o autor, a forma de ser autocrática da burguesia brasileira, que se consolida com o golpe de 1964, acabava com duas ilusões cultivadas anteriormente pela esquerda no Brasil: a primeira, que a burguesia pudesse realizar reformas ou revoluções dentro da ordem. Isso já não era mais possível. O que a burguesia seria capaz de fazer era organizar a contrarrevolução para garantir a defesa final da ordem capitalista. A segunda ilusão era acabar com o mito da democracia burguesa. Apesar de ter sido escrito há mais de 40 anos, a análise de Florestan guarda uma grande atualidade e tem fundamental importância e relevância para a organização das forças sociais empenhadas na construção de um país soberano e igualitário.

Portanto, essa obra – uma parceria da Editora Expressão Popular com o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) – traz uma reflexão importantíssima sobre temas candentes da luta revolucionária, com suas particularidades em cada tempo histórico.

Ficha técnica
Título: Movimento socialista e partidos políticos
Autor: Florestan Fernandes
Editora: Expressão Popular
Ano de publicação: 2021 [1978]
Páginas: 91
Preço: R$ 15,00

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História, política e revolução em Marx e Engels

A editora Gárgula publica o livro História, política e revolução em Marx e Engels, de David Maciel. Segundo o autor, “este livro reúne textos escritos entre 2008 e 2019 em torno do eixo de pesquisa ‘marxismo, história e política’. Acima de tudo, este eixo de pesquisa foi motivado por minha insatisfação com certa visão predominante entre professores e estudantes de história e em parte da esquerda socialista acerca do marxismo e mais especificamente acerca da perspectiva de Marx e Engels. À direita e à esquerda desenvolveu-se um senso comum que, por caminhos diversos, e mesmo conflitantes, em linhas gerais cassa de Marx e do marxismo a capacidade de compreender a realidade social contemporânea, mas principalmente sua capacidade de nela intervir politicamente de maneira efetiva e emancipatória.

Neste esforço, busca-se salientar e reafirmar como centrais na elaboração de Marx e Engels e em seu método as categorias de totalidade, que permite a compreensão da realidade social como síntese de múltiplas determinações, manifestas em esferas da vida social ao mesmo tempo correspondentes, contraditórias e dotadas de temporalidades específicas, mas conectadas; de historicidade, entendida a partir da relação dialética entre liberdade e necessidade expressa no processo da luta de classes em sua dinâmica e temporalidade; de sujeito histórico, expresso na ação das classes sociais por meio de suas organizações, instrumentos de luta e dirigentes políticos e ideológicos; de revolução, como possibilidade inerente à própria historicidade da vida social. Procuramos, ainda, chamar a atenção para o fato de que para Marx e Engels o processo da luta de classes assume uma dimensão integral, ou seja, se manifesta em todas as instâncias da vida social: econômica, política e ideológica. Portanto, se os trabalhadores pretendem se tornar classe dominante e viabilizar a emancipação social não há instância em que eles não devam disputar a supremacia social com as classes burguesas, desde que resguardada sua autonomia política, teórica e organizativa diante do capital e do Estado. Nas empresas, nas ruas, no parlamento, nas escolas, na imprensa etc., a luta dos trabalhadores pode e deve ser travada e desenvolvida em defesa dos seus interesses e de sua perspectiva societária e em conformidade com as condições reais. Isso significa a recusa tanto do economicismo, quanto do politicismo, mas também do voluntarismo ideológico e do teleologismo; erros que tantos problemas trouxeram à tradição marxista posterior e ao movimento dos trabalhadores.”

O título está disponível online gratuitamente e você pode acessá-lo clicando aqui.

Livro - História, Política e Revolução em Marx e Engels

Ficha técnica
Título: História, política e revolução em Marx e Engels
Autor: David Maciel
Editora: Gárgula
Ano da publicação: 2021
Páginas: 240
Preço: gratuito

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Capitalismo dependente, racismo estrutural e educação brasileira

“Capitalismo dependente, racismo estrutural e educação brasileira: diálogos com Florestan Fernandes é uma importante contribuição para o conhecimento das terríveis contradições que pulsam no ventre da sociedade brasileira. Tendo como denominador comum a reflexão crítica sobre as especificidades do capitalismo dependente e seus reflexos na luta de classes, a obra mostra os nexos orgânicos entre capitalismo dependente, contrarrevolução permanente, segregação social, racismo estrutural e colonialismo cultural como elementos constitutivos da dominação burguesa no Brasil. O desdobramento dos capítulos põe em evidência suas formas de manifestação contemporâneas, explicitando a relação entre reversão neocolonial, acirramento de formas fascistóides de poder político, recrudescimento das desigualdades sociais, guerra aos pobres, encarceramento em massa da juventude negra, escalada da mercantilização dos serviços públicos e ataques sistemáticos à educação pública de uma maneira geral e à universidade pública em particular.

Organizado pela professora Kátia Lima, o livro condensa a reflexão de dezesseis docentes e estudantes da graduação e pós-graduação do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Serviço Social – GEPESS – da Escola Social da Universidade Federal Fluminense. Longe do academicismo estéril, que transforma a atividade intelectual em um fim em si mesma, o trabalho foi concebido como uma ‘peça de combate’. Escrito por intelectuais orgânicos engajados em diferentes trincheiras da luta de classes, a obra é uma corajosa resposta às forças reacionárias que procuram cercear o pensamento crítico e intimidar a luta dos trabalhadores contra a barbárie capitalista. Contra a ignorância e a truculência a serviço dos lucros e de privilégios aberrantes de uma burguesia que rompeu definitivamente todos os nexos morais com as classes subalternas, os pesquisadores do GEPESS respondem com a intransigência da crítica e a luta coletiva em prol da igualdade substantiva – único caminho capaz de salvar a universidade pública e colocá-la a serviço dos trabalhadores brasileiros.

Embora cada capítulo seja produto de projetos de pesquisa individuais, com sensibilidades teóricas e metodológicas próprias, não se trata de uma compilação de reflexões estanques e desconexas. Pelo contrário. Capitalismo dependente, racismo estrutural e educação brasileira: diálogos com Florestan é uma reflexão coletiva, organizada em função de uma cuidadosa divisão intelectual do trabalho. As partes integram-se ao todo. A perspectiva de classe e a referência às reflexões de Florestan Fernandes estabelecem a base metodológica comum. Os capítulos dialogam entre si e se desdobram em um leque de questões que reforçam e enriquecem a tese central que permeia todos os trabalhos, cuja essência pode ser sintetizada da seguinte forma: o sentido do movimento histórico aponta de maneira clara e inequívoca para o alarmante recrudescimento do caráter antissocial, antinacional e antidemocrático do capitalismo brasileiro.” (Plínio de Arruda Sampaio Jr., prefácio)

A obra coletiva está disponível gratuitamente no site da editora Navegando. Clique aqui para acessar o livro.

Fonte: página eletrônica da editora Navegando

Ficha técnica
Título: Capitalismo dependente, racismo estrutural e educação brasileira: diálogos com Florestan Fernandes
Organizadora: Kátia Lima
Editora: Navegando
Ano da publicação: 2020
Páginas: 307
Preço: gratuito

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Reflexões sobre a teoria política do jovem Poulantzas

Décio Saes e Francisco Farias lançam, pela editora Lutas anticapital, o livro Reflexões sobre a teoria política do jovem Poulantzas (1968-1974). De acordo com os autores, a obra, “em essência, tenta evidenciar a empreitada exitosa do jovem Poulantzas em romper com o economicismo – a determinação unilinear do econômico sobre o político e o ideológico na análise do todo social – que dominava a tradição da teoria social e bloqueava a construção da teoria do Estado e da política até a década de 1960.

Ao apontar a interdependência do tipo de relações de produção e o tipo de Estado, Poulantzas restringiu na prática a tese marxista da determinação em última instância pelo econômico ao campo da transição de um tipo histórico de formação social a outro; ao mesmo tempo, ele revalorizou o modo científico de síntese global, a exemplo da síntese construída por Marx em O 18 Brumário, no estudo das dinâmicas conjunturais das formações sociais capitalistas.

O resultado desse trabalho assumiu a forma de uma conversação, (…) exposta a partir dos critérios temático e cronológico. Os temas abordados estão distribuídos pelos capítulos; e, dentro de cada capítulo, a discussão vem organizada segundo a ordem cronológica de publicação dos textos. Esta conversa, a nosso ver, propicia uma avaliação ponderada da teoria sobre as frações da classe dominante e do bloco no poder em Poulantzas porque nosso diálogo encontra inspiração na crítica científica, que privilegia a análise interna do discurso teórico em vez de confrontá-lo externamente com argumentos produzidos em regra que não a partir do ceticismo metódico.”

Fonte: página eletrônica da editora Lutas anticapital

Reflexões sobre a teoria política do jovem Poulantzas (1968-1974)

Ficha técnica
Título: Reflexões sobre a teoria política do jovem Poulantzas (1968-1974)
Autores: Décio Saes e Francisco Farias
Editora: Lutas anticapital
Ano da publicação: 2021
Páginas: 320
Preço: R$ 42,50

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A forma mercadoria

Nas últimas décadas, diversos intérpretes da obra de Karl Marx destacaram a centralidade metodológica da teoria do valor não só para a crítica da economia política, mas também para a crítica do direito, para a crítica do Estado etc. Tomando como ponto de partida de seu livro O capital a mercadoria, considerada como “forma elementar” sob a qual aparece a riqueza nas sociedades em que predomina o modo de produção capitalista, a marcha do pensamento abstrato de Marx, em suas próprias palavras, elevava-se do “simples ao complexo”.

O livro A forma mercadoria: escritos sobre a teoria do valor reúne alguns textos incontornáveis, de autoria do próprio Marx, para um estudo introdutório da forma mercantil e do seu profundo significado para a crítica marxiana do modo de produção capitalista. A coletânea conta com escritos inéditos em português: a primeira versão do famoso capítulo 1 de O capital (publicada em 1867, e que sofreu grandes alterações na consagrada edição de 1873), bem como o Apêndice contido no final desta mesma primeira edição, em conexão com o tema da forma mercantil. Além disso, contém o manuscrito de Marx intitulado Rejeição da teoria do valor segundo o trabalho, de 1862, em que Marx aborda a crítica do economista burguês Samuel Bailey a David Ricardo (texto publicado originalmente por Karl Kautsky como parte do chamado Livro 4 de O capital (Teorias do Mais-Valor), bem como excertos pertinentes da Introdução à contribuição para a crítica da economia política (1857).

Com esse exemplar em mãos, o(a) leitor(a) poderá ter acesso não apenas a um escrito inédito e fundamental de Karl Marx, de enorme valor interpretativo para o estudo de sua obra-prima teórica – O capital – como também poderá acompanhar o fio condutor metodológico que conduz Marx ao longo de quase uma década de formulações teóricas, rumo à sua teoria madura do valor e da forma mercadoria.

Fonte: página eletrônica da editora LavraPalavra

Ficha técnica
Título: A forma mercadoria: escritos sobre a teoria do valor
Autor: Karl Marx
Tradução: Carolina Klingenberg
Editora: LavraPalavra
Ano da publicação: 2021
Páginas:
Preço: R$ 45,00

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Evolução histórica do Brasil

Evolução histórica do Brasil: da Colônia à crise da “Nova República” trata de dois períodos bem definidos da história brasileira. Na primeira parte, Theotonio dos Santos, um dos expoentes brasileiros da teoria marxista da dependência, analisa nossas origens coloniais que demarcam um capitalismo dependente das metrópoles, do capital estrangeiro e, na atualidade, do capital financeiro e suas corporações transacionais. Na segunda, Santos faz uma análise crítica do que foi a economia brasileira durante a ditadura empresarial-militar, cantada na época em verso e prosa como milagre brasileiro, devido aos altos índices de crescimento do PIB, mas que vieram com mais concentração de capital e mais desnacionalização e dependência de nossa economia.

A análise da evolução histórica do Brasil se converte num momento essencial da elaboração de uma teoria marxista da dependência, como também da revolução social que marca a história presente do Terceiro Mundo. Assim, o autor traça um panorama do desenvolvimento econômico, político, social e cultural do país que dá ao leitor uma visão de conjunto da nossa formação social e sua relação com a dominação imperialista desde o seu surgimento como colônia.

Este livro é mais um lançamento da parceria da editora Expressão Popular com o Andes-Sindicato Nacional.

Ficha técnica
Título: Evolução histórica do Brasil: da Colônia à crise da “Nova República”
Autor: Theotonio dos Santos
Editora: Expressão Popular
Ano de publicação: 2021 [1995]
Páginas: 368
Preço: R$ 35,00

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A outra Rosa

Nascida em 1871, há exatos 150 anos (apenas duas semanas antes de emergir, em Paris, a Comuna revolucionária), a polonesa Rosa Luxemburgo foi uma das mais destacadas militantes marxistas e internacionalistas de sua época, incidindo nas polêmicas táticas e organizativas do movimento operário alemão, polonês e russo.

A grandiosidade de sua contribuição à teoria e à prática comunista pode apenas ser comparada à grandiosidade das tragédias que marcaram sua existência. Combatente incansável, isolada em meio aos oportunistas de seu próprio partido, presa por protestar contra a I Guerra Mundial e assassinada na vigência do primeiro governo social-democrata reformista da história, Rosa Luxemburgo não só representa toda a potência e vitalidade da política proletária revolucionária, mas também atesta a putrefação oportunista da social-democracia alemã, esse “cadáver insepulto” que, ironicamente, detinha como seu símbolo político… a rosa vermelha!

Na coletânea A outra Rosa: estratégia e política revolucionária, através de seus escritos (a maior parte inéditos em português), podemos vislumbrar as reflexões dessa revolucionária infatigável em luta contra as infiltrações liberais no movimento operário. E se é verdade, como denunciou Luxemburgo, que a rosa da social-democracia alemã há muito murchou – também é verdade que em seu jardim floresceu essa outra Rosa, que hoje empunhamos como uma arma na luta contra os mesmos males e desvios, na batalha das ideias.

A edição recolhe textos como “Possibilismo e oportunismo”, “Discursos no Congresso de Stuttgart”, “Uma questão de tática”; “O livro de Kautsky contra Bernstein”, “A crise socialista na França”; “Terro”, “A crítica no movimento operário” (excerto); “Blanquismo e social-democracia”; “Discursos no Congresso de Mannheim”, “Dois métodos de política sindical”; “Ressaca revolucionária”; “Disciplina partidária”, “O socialismo de Wilson”; “Cartas da prisão” e “Congresso de fundação do Partido Comunista Alemão (KPD)” e conta com prefácio assinado por Jones Manoel e um apêndice de August Thalheimer intitulado “Rosa Luxemburgo ou Lênin”.

Fonte: página eletrônica da editora LavraPalavra

Ficha técnica
Título: A outra Rosa: estratégia e política revolucionária
Autora: Rosa Luxemburgo
Tradução:
Editora: LavraPalavra
Ano da publicação: 2021
Páginas: 300
Preço: R$ 48,00

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Fundo público, valor e política social

O livro Fundo público, valor e política social, de Elaine Behring, dedica sua primeira parte aos fundamentos do fundo público, a partir da crítica da economia política, num percurso sobre os três volumes de O capital. Na segunda parte, debate a relação entre fundo público e dívida pública. Tematiza as características do que denomina de ajuste fiscal permanente no Brasil após a redemocratização e a lógica que orienta o fundo público e o financiamento das políticas sociais. Por fim, analisa a associação entre ultraneoliberalismo e neofascismo, com a eleição de um governo de extrema direita em 2018, seus impactos sobre as políticas sociais, com a contrarreforma da previdência de 2019, e os desdobramentos de sua atitude frente à pandemia de 2020. O livro encerra com o debate estratégico sobre a política social na agenda das lutas sociais e projetos emancipatórios, tendo como fio condutor a categoria de revolução permanente.

Fonte: página eletrônica da editora Cortez

Fundo Público, Valor e Política Social - Cortez Editora

Ficha técnica
Título: Fundo público, valor e política social
Autora: Elaine Behring
Editora: Cortez
Ano da publicação: 2021
Páginas: 288
Preço: R$ 65,00

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O direito do trabalho no capitalismo dependente

O direito do trabalho no capitalismo dependente, de Alessandro da Silva, vem a preencher uma lacuna nos estudos sobre o capitalismo dependente e a realidade brasileira. Conforme escreve Mathias Luce no texto de orelha do livro, “o autor oferece uma análise vigorosa das particularidades das relações laborais e do direito do trabalho em nossa formação econômico-social. Suas contribuições que resultam na apreensão teórica de uma forma jurídica dependente revelam aspectos substanciais sobre o funcionamento da instância jurídica no capitalismo dependente. Se a superexploração da força de trabalho, como demonstrou Ruy Mauro Marini, é o traço determinante de nossas latitudes, como condição sui generis que se impõe em nossos países não somente em épocas de crise, mas como elemento sistemático e estrutural desde a gênese do capitalismo dependente até os dias atuais; os meandros do regime da superexploração não acontecem sem o concurso do Estado enquanto órgão de condensação das relações de poder.

Nessa perspectiva a obra traz importantes questionamentos: Quais os limites e as possibilidades do direito e da democracia? Quais os objetivos do Estado Democrático de Direito? E, mais propriamente, qual o horizonte da classe trabalhadora numa sociedade que se estrutura nos limites dos interesses do capital? E como avaliar tudo isso em um país dependente, cujo papel, concebido pelas grandes potências, é o de se manter periférico, oferecendo mão de obra e matéria-prima? Essas, dentre várias outras, são as explicações que o leitor poderá ter contato. Trata-se, pois, seguramente, de um texto que conduz as análises sobre o direito do trabalho ao plano necessário do aprofundamento teórico.

Alessandro da Silva, estribado na tradição crítica do Direito de Evguiéni Pachukanis e na abordagem da Ciência Política que se debruça sobre a forma política, desvela uma malha de conexões que atravessa a superexploração verificada nas relações de produção, distribuição e apropriação. Relações que não prescindem da forma jurídica dependente e das configurações correspondentes que ela assume no aparato do Estado, engendrando limites adicionais para a efetividade do direito do trabalho. Em tempos de ataques à Justiça do Trabalho, esse livro, longe de diminuir o papel dos direitos trabalhistas, oferece, isto sim, uma análise crítica, como um farol que ilumina o caminho repleto de desafios à classe trabalhadora e ao povo brasileiro, por transformações necessárias e urgentes.”

Fonte: página eletrônica da editora Expressão Popular

Ficha técnica
Título: O direito do trabalho no capitalismo dependente: limites, potência, efetividade
Autor: Alessandro da Silva
Editora: Outras expressões
Ano da publicação: 2021
Páginas: 322
Preço: R$ 35,00

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