Neodesenvolvimentismo, trabalho e questão social

“No intuito de debater o enigma do chamado neodesenvolvimentismo. pesquisadores de várias disciplinas se reuniram na Universidade Estadual do Ceará (UECE), em maio de 2013, e o livro [Neodesenvolvimentismo, trabalho e questão social] é, em parte, uma coletânea de trabalhos defendidos naquela ocasião, em Fortaleza, durante o IV Seminário do Centro de Estudos do Trabalho e Ontologia do Ser Social (Cetros). A coletânea inclui ainda contribuições de especialistas na temática que foram incorporadas posteriormente à realização do referido Seminário. Organizado por uma equipe do Cetros [Epitácio Macário, Erlenia Sobral e Natan Jr.], os textos que compõem este livro estão agrupados em duas seções: 1) Para a crítica ao neodesenvolvimentismo traz análises, predominantemente, de caráter teórico-metodológico, acerca da economia política global; 2) Trabalho e questão social no neodesenvolvimentismo, cujo enfoque é, sobretudo, empírico, pondera sobre o tema central, com suporte em experiências de lutas sociais no campo e na cidade” (Mônica Dias Martins, prefácio)

Sumário da obra

Parte 1. Para a crítica ao neodesenvolvimentismo

1. Roberto Leher: Neodesenvolvimentismo e pós-neoliberalismo como narrativas dominantes da crise capitalista
2. Rodrigo Castelo: O canto da sereia: social-liberalismo, neodesenvolvimentismo e supremacia burguesa no capitalismo dependente brasileiro
3. Francisco José Soares Teixeira: Neodesenvolvimentismo: apologia da pobreza
4. Giovanni Alves: A esfinge do neodesenvolvimentismo e a miséria do trabalho no Brasil (2003-2013)
5. Epitácio Macário, Natan Rodrigues Jr. e Reginaldo de Aguiar Silva: Trabalho e questão social no Brasil contemporâneo: para uma crítica ao neodesenvolvimentismo

Parte 2. Trabalho e questão social no neodesenvolvimentismo

6. Mônica Duarte Cavaignac e Raquel de Brito Sousa: Tendências do capital e configurações da questão social na contemporaneidade
7. Raphael Martins de Martins e Caroline Magalhães Lima: A “questão urbana” e o direito à cidade: a segregação socioespacial na formação das cidades brasileiras
8. Alexandre Araújo Costa: Crise ecológica, violência e capitalismo no século XXI
9. David Moreno Montenegro: Caso Pinheirinho: violência e horror como interfaces da bárbarie
10. João Pedro Stédile e José Ricardo: Organização dos trabalhadores: desafios e perspectivas
11. Sâmbara Paula Francelino e Sarah Nicodemos: Lutas sociais no Brasil contemporâneo: sobre conteúdo e forma classistas

Ficha técnica
Título: Neodesenvolvimentismo, trabalho e questão social
Organizadores: Epitácio Macário, Erlenia Sobral do Vale e Natan Rodrigues Jr.
Editora: Expressão Gráfica
Ano da publicação: 2016
Páginas: 304

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O que é cristianismo da libertação?

Michael Löwy procura, no livro O que é cristianismo da libertação?, fornecer uma introdução analítica geral ao estudo dos novos acontecimentos no campo de força político-religioso da América Latina, desde a segunda metade do século XX. O método utilizado é o da sociologia da cultura, inspirado na tradição marxista – mas também incorporando algumas noções weberianas. Documentos religiosos (teológicos, canônicos e pastorais) são uma das fontes importantes do material, examinados por seu conteúdo cultural interno, suas implicações sociais e políticas e seu elo com instituições e movimentos sociais.

Fonte: site da editora Expressão Popular

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Ficha técnica
Título: O que é cristianismo da libertação? Religião política na América Latina
Autor: Michael Löwy
Editora: Perseu Abramo e Expressão Popular
Ano da publicação: 2016
Páginas: 256
Preço: R$ 30,00

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17 contradições e o fim do capitalismo

Escrito em linguagem acessível, 17 contradições e o fim do capitalismo coroa o “Projeto Marx”, que orienta a obra de Harvey há vinte anos, repensando Karl Marx em época de mutação e crise do capitalismo. A decisão de focar a análise nas contradições se deve em parte ao escritos do filósofo alemão, que enfatizou diversas vezes que crises do tipo que o mundo viveu em 2007-2008 são manifestações superficiais de contradições internas do capital. O objetivo de Harvey é inverter o uso da ideia de contradição como ponto final da reflexão e torná-la o início da conversa, em particular sobre o que seria uma política anticapitalista e como poderíamos entender as crises.

Fonte: site da editora Boitempo

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Ficha técnica
Título: 17 contradições e o fim do capitalismo
Autor: David Harvey
Tradutor: Rogério Bettoni
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2016
Páginas: 304
Preço: R$ 69,00

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União Operária

“Flora Céléstine Thérèse Tristán y Moscoso (1803-1844), ou simplesmente Flora Tristán, é uma das mais fascinantes personagens da história do movimento operário. Precursora do socialismo, da igualdade entre os sexos e do internacionalismo proletário, ela semeou um impressionante conjunto de sementes subversivas durante sua vida, que foi abreviada abruptamente em decorrência da febre tifoide.

Flora Tristán foi próxima dos socialistas utópicos – tanto dos sansimonistas, como de Owen e de Charles Fourier, com quem conviveu. Com eles compartilhou a abordagem humanista e, muitas vezes, mística. Contudo, não pertenceu a nenhum dos círculos utopistas. Seu interesse foi se dirigindo cada vez mais àqueles identificados como classe operária.

A União operária foi publicada em junho de 1843 com uma tiragem de 4 mil exemplares – superando em duas vezes a primeira tiragem do Manifesto Comunista! – por dois editores parisienses, um próximo a Proudhon e outro comunista. Esta obra foi concebida por Flora Tristán como “um instrumento de propaganda de uma fé verdadeira, aquela da salvação da classe operária por ela mesma, e mais do que isto, da humanidade pela classe operária”. O livro teve grande sucesso, levando a uma segunda edição de 10 mil exemplares. Ele contém o projeto de um “Palácio Operário”, inspirado pelo falanstério de Fourier, mas sua proposição mais importante é a constituição da classe operária como força social e política, seguindo o exemplo do Terceiro Estado em 1789. O projeto da “união universal dos operários e operárias” é duplamente universal: por seu internacionalismo e pela inclusão das mulheres operárias, em geral esquecidas nas primeiras tentativas de organização dos trabalhadores. A ideia-força deste projeto é aquela adotada, mais tarde, por Karl Marx: a autoemancipação do proletariado.” (Eleni Varikas, prefácio da edição brasileira)

Quem tiver interesse nesta obra revolucionária, o livro está disponível para download gratuito no site da editora Fundação Perseu Abramo. Clique aqui e boa leitura!

Ficha técnica
Título: União operária
Autora: Flora Tristán
Tradutora: Miriam Nobre
Editora: Fundação Perseu Abramo
Ano da publicação: 2016
Páginas: 184
Preço: n/d

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A escravidão reabilitada

Nesta reedição de A escravidão reabilitada, Jacob Gorender responde às críticas dos setores conservadores à sua obra anterior, O escravismo colonial, dos anos 1970, impulsionados pela crescente ofensiva neoliberal dos anos 1990.

O revisionismo histórico requentou a antiga tese de um suposto escravismo brasileiro patriarcal e benigno, com raízes em Gilberto Freyre, para justificar a existência de dominadores de ontem e de hoje. Neste livro, ele demonstra a debilidade histórica e teórica dessas análises que empreendiam verdadeira suavização do escravismo brasileiro. Esta obra é de extrema atualidade tanto para a batalha das ideias no campo da historiografia e da teoria da história quanto para compreender o passado escravista brasileiro e suas permanências.

A reedição de A escravidão reabilitada, vinte e seis anos depois de seu lançamento, sublinha a atualidade do debate sobre a questão do negro na sociedade brasileira. Leitura aconselhada para os estudantes, professores e pesquisadores de história, sociologia, economia, política,militantes dos movimentos populares, em especial, do movimento negro, e sindicalistas.

Fonte da informação: site da editora Expressão Popular

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Ficha técnica
Título: A escravidão reabilitada
Autor: Jacob Gorender
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2016
Páginas: 400
Preço: R$ 35,00

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Afinidades revolucionárias

Casos de confrontos entre marxistas e anarquistas são abundantes. Eventualmente, resgata-se histórias de colaboração e convergência. Besancenot e Löwy vão além: querem, sob o signo da I Internacional, salientar a solidariedade histórica entre militantes anticapitalistas de todas as vertentes. Descrevendo a trajetória dos movimentos sociais da Comuna de Paris aos nossos dias, discutem ecossocialismo, planificação, federalismo, democracia direta e a relação sindicato/partido. Trata-se de uma obra sensível, entremeada pela esperança de que o futuro seja construído com cores vermelhas e negras.

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Ficha técnica
Título: Afinidades revolucionárias: Nossas estrelas vermelhas e negras. Por uma solidariedade entre marxistas e libertários
Autores: Olivier Besancenot e Michael Löwy
Tradutores: João Alexandre Peschanski e Nair Fonseca
Editora: Unesp
Ano da publicação: 2016
Páginas: 196
Preço: R$ 38,00

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Mulheres, raça e classe

Mulheres, raça e classe, de Angela Davis, é uma obra fundamental para se entender as nuances das opressões. Começar o livro tratando da escravidão e de seus efeitos, da forma pela qual a mulher negra foi desumanizada, nos dá a dimensão da impossibilidade de se pensar um projeto de nação que desconsidere a centralidade da questão racial, já que as sociedades escravocratas foram fundadas no racismo. Além disso, a autora mostra a necessidade da não hierarquização das opressões, ou seja, o quanto é preciso considerar a intersecção de raça, classe e gênero para possibilitar um novo modelo de sociedade.” (Trecho do prefácio de Djamila Ribeiro)

Fonte: site da editora Boitempo

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Ficha técnica
Título: Mulheres, raça e classe
Autora: Angela Davis
Tradutora: Heci Regina Candiani
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2016
Páginas: 248
Preço: R$ 54,00

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