História da resistência indígena

“Ainda pouco se sabe sobre os 500 anos de luta dos povos indígenas no Brasil. Apenas um ou outro episódio se destaca na história oficial. De outro lado as informações são poucas e esparsas, geralmente obtidas através de textos escritos muitas vezes na perspectiva do vencedor, isto é, da sociedade dominante. A história real de resistência e luta desses povos continua de certa forma desconhecida. Os personagens, os locais, as datas dessas lutas são geralmente ignorados pelos brasileiros. Recentemente, começou-se a fazer um resgate deste passado e este livro quer ser uma contribuição para essa retomada histórica. Ele começou a ser gestado em 2005 quando o autor voltou a escrever episódios das lutas indígenas para o jornal indigenista Porantim, do Cimi, em Brasília. Foram, portanto, 12 anos de pesquisa e garimpagem em textos históricos, nem sempre de fácil acesso. Este livro foi escrito de forma simples, visando, sobretudo, as lideranças e os professores indígenas para que tivessem um instrumental a mais na luta de resistência. Foi uma forma de devolver às comunidades indígenas parte do seu passado resistente. O livro destina-se também aos militantes das causas sociais, para que recuperem a luta desses povos e que vejam, que apesar de vários tropeços, sempre buscaram defender sua terra e suas culturas. Por isso fica aqui gravada a frase que ecoou muito forte na época das comemorações dos 500 anos do Brasil: Reduzidos sim, vencidos nunca!” (Benedito Prezia)

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Ficha técnica
Título: História da resistência indígena: 500 anos de luta
Autor: Benedito Prezia
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2017
Páginas: 208
Preço: R$ 35,00

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Significado do protesto negro

“Entende-se por movimento negro contemporâneo grupos e organizações que, no país, desenvolvem a luta e o combate ao racismo desde os primórdios da década de 1970. Tomou-se esse período como ponto de partida por ele determinar o marco da reinserção do Movimento Negro no cenário político ao apontar as relações raciais como um dos principais aspectos das contradições existentes entre a sociedade e o Estado no Brasil. Tal movimento tem como uma de suas estratégias a denúncia da discriminação, do preconceito e do racismo existente no país e o desmascaramento da farsa da democracia racial alardeada pela ditadura militar – no Brasil não existia racismo!

Quarenta anos depois, podemos afirmar que essas estratégias foram exitosas e influenciaram e tornaram possíveis mudanças nas condições de vida e trabalho da população negra em anos recentes. A pretensa democracia racial tornou-se indefensável e o racismo é visto como um dos impasses a serem solucionados para a construção de um Brasil mais justo e igualitário. Vários foram os pensadores socialistas e de esquerda, negros e brancos, homens e mulheres, que contribuíram para a formação dos ativistas que construíram e constroem esse movimento. Florestan Fernandes foi um deles. Um lutador socialista e de esquerda que destinou seu prestígio e autoridade teórica e política em favor da luta de combate ao racismo.

O que fica explícito em seus estudos e livros publicados e em parte presentes no conjunto de textos apresentado nessa nova edição de Significado do Protesto Negro. São textos que relacionam capitalismo e racismo para que se compreenda a desigualdade racial e a condição de pobreza da população negra que os representantes das elites da casa-grande, com o golpe em curso no Brasil, tentam manter como garantia da manutenção de seus privilégios e postos de mando e opressão, o que, juntos com Florestan Fernandes, aprendemos a enfrentar.” (Flávio Jorge Rodrigues da Silva)

Significado do protesto negro

Ficha técnica
Título: Significado do protesto negro
Autor: Florestan Fernandes
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2017
Páginas: 160
Preço: R$ 25,00

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Nós que amávamos tanto O capital

Nós que amavámos tanto O capital é resultado do Seminário Internacional Marx: a criação destruidora, realizado pela Boitempo em parceria com o Sesc São Paulo em 2013, que recuperou os eventos ocorridos entre 1956 e 1964, quando um grupo de jovens professores da Universidade de São Paulo (USP) dá início ao estudo da obra de Marx. Esses estudos, ficaram conhecidos como Seminários Marx. Nessa coletânea, quatro participantes dos Seminários Marx – Emir Sader, João Quartim de Moraes, José Giannotti e Roberto Schwarz – expõem muito mais que seus depoimentos sobre aquela experiência: trazem para o debate atual o significado que tais estudos tiveram para a compreensão científica de realidades brasileiras que desenvolveram em seus trabalhos futuros.” (Sofia Manzano, apresentação do livro)

Nos que amavamos tanto O capital

Ficha técnica
Título: Nós que amávamos tanto O capital
Autores: Emir Sader, João Quartim de Moraes, José Giannotti e Roberto Schwarz
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2017
Páginas: 80
Preço: R$ 23,00

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Margem Esquerda 28

A edição 28 da revista Margem Esquerda dedica-se a acompanhar o percurso da maior tentativa de transformação social já empreendida na história da humanidade: a Revolução Russa de outubro de 1917. Muito já se escreveu sobre esse excepcional evento, e o balanço de seus erros e acertos está longe de ser conclusivo. Agora, quase três décadas após o fim da União Soviética socialista, talvez seja possível ter um olhar mais objetivo sobre o tema.

A Margem Esquerda 28 reúne artigos, documentos, poema e imagens que abordam, sob diferentes ângulos, esses cem anos de história. A começar pela entrevista com a historiadora Anita Leocadia Prestes, filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario, que viveu na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas durante os anos 1973 a 1979 e conta não só sobre essa experiência e sua trajetória intelectual como também sobre os bastidores do Partido Comunista Brasileiro. O dossiê Feminismo, marxismo e a Revolução Russa, organizado por Artur Renzo, traz textos de Maria Lygia Quartim de Moraes, As origens do feminismo marxista; Wendy Goldman, A libertação das mulheres e a Revolução Russa: legado e lições; e Rejane Hoeveler, A Revolução Bolchevique no olhar de Clara Zetkin. Os demais artigos são de Miguel Urbano Rodrigues, A humanidade e o socialismo; Michael Löwy, Da Revolução de Outubro ao ecocomunismo no século XXI; Ricardo Prestes Pazello, Pachukanis: a teoria marxista do direito aos cem anos da Revolução Russa; Slavoj Žižek, Lenin navegando em territórios desconhecidos; e Guido Liguori, Gramsci, o fascismo, a hegemonia, este traduzido e apresentado por Daniela Mussi.

A edição também traz, na seção Documento, o texto A Revolução Russa, escrito no calor da hora por Astrojildo Pereira, e o inédito Mulher e socialismo, traduzido do russo, da cosmonauta e ativista Valentina Terechkôva. O Clássico desta vez é a Carta sobre o stalinismo, de György Lukács, traduzida por Leandro Konder e apresentada por Antonio Carlos Mazzeo; na seção Resenhas, destaque para o texto Emancipação feminina, emancipação da humanidade, de Maria Orlanda Pinassi, que analisa a antologia A revolução das mulheres: emancipação feminina na Rússia soviética, organizada por Graziela Schneider. Já o poema escolhido é o magnífico Poema do passaporte soviético, de Vladimir Maiakovski, traduzido e apresentado por Flávio Wolf de Aguiar. Ainda na esteira do centenário da Revolução Bolchevique, as ilustrações – selecionadas pelo artista plástico Sergio Romagnolo – são do ícone da arte moderna Kazimir Malevich (1878-1935).

Margem Esquerda 28

Ficha técnica
Título: Revista Margem Esquerda n. 28
Autoras/es: várias/os
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2017
Páginas: 160
Preço: R$ 30,00

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Walter Benjamin, uma biografia

A editora Autêntica lançou a biografia de Walter Benjamin escrita por Bernd Witte, especialista em autores alemães dos séculos XVIII e XX. Desde 2001, é Presidente da Sociedade Internacional Walter Benjamin (IWBG).

Desde Infância em Berlim até as Teses sobre o Conceito de história, Benjamin é apresentado no contexto das intensidades, dissabores, esperanças, da crítica e da autocrítica, das relações humanas em tempos tão difíceis como aquele entre guerras em que ele viveu e escreveu. Assim, entre a vida e a obra de Benjamin, Witte vai costurando com um fio vermelho os olhares, os objetos, as descrições, as impressões, as cartas, os momentos vividos, os livros lidos, as línguas apreendidas, o materialismo histórico, a religião, as preocupações do pai de família que em tudo se assemelhava a Kafka, sobretudo ao seu fracasso, o todo das ideias de Benjamin, como se pudéssemos ver no grande pensador alguém que conhecemos.

Fonte: site da editora Autêntica

Walter Benjamin uma biografia

Ficha técnica
Título: Walter Benjamin, uma biografia
Autor: Bernd Witte
Tradução: Romero Freitas
Editora: Autêntica
Ano da publicação: 2017
Páginas: 160
Preço: R$ 47,90

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Dependencia, superexplotación del trabajo y crisis

No livro Dependencia, superexplotación del trabajo y crisis, Marcelo Carcanholo apresenta uma interpretação da atual fase do capitalismo, que inclui: a formação do capitalismo contemporâneo, a crise iniciada em 2007 e seus efeitos sobre as economias nacionais e a classe trabalhadora em seu conjunto.

O índice do livro pode ser consultado gratuitamente clicando aqui.

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Ficha técnica
Título: Dependencia, superexplotácion del trabajo y crisis. Una interpretación desde Marx.
Autor: Marcelo Carcanholo
Editora: Maia Ediciones (Madri, Espanha)
Ano da publicação: 2017
Páginas: 184
Preço: 10 Euros

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Política, Estado e ideologia

“O novo livro de Mauro Iasi, [intitulado Política, Estado e ideologia na trama conjuntural], avança na reflexão marxista sobre o uso da arma da teoria como instrumento nuclear para entendermos o fogo na pradaria da conjuntura que se avoluma nos desenlaces e nas contradições da cena política brasileira, em sua conexão com o mundo.

Trata-se de um conjunto de ensaios que examina (…) a política, o Estado e a ideologia. O trabalho que o público leitor tem em mãos apresenta algumas chaves heurísticas e conforma uma interpretação hodierna para pensar o mundo em que vivemos: Marx e o entendimento sobre a crise sistêmica em curso, aspectos particulares da crise e o cinismo das hordas burguesas, alienação e ideologia como instrumento concreto, as experiências da Revolução bolchevique e da Comuna de Paris e a questão do Estado, a disjuntiva entre socialismo e barbárie, a construção do Estado de exceção nos marcos da crise, a violência e o ódio à democracia como instrumento normativo para orientar um espírito de época.

O autor, com estes ensaios, coloca-se de frente para a história. Procura, como analista e militante político, uma aproximação da verdade histórica a partir do ponto de vista da classe trabalhadora. É nessa perspectiva que o segundo bloco de ensaios traz uma vigorosa interpretação que consegue, com seu exame e discernimento teórico, desvelar a cena política e apresentar uma rica interpretação da conjuntura para que possamos, no movimento da história, enriquecer o debate das ideias.

Mauro Iasi desenvolve, com os recursos do enorme arcabouço marxista, dos primórdios genéticos às reflexões teóricas mais atuais, os dilemas e impasses da conjuntura brasileira. A ação burgo-petista, a Revolução burguesa no Brasil, a espetacularização das contradições intraburguesas e o papel dos seus aparelhos ideológicos, as manifestações e a bizarria que infecta os salões, a crise do operador político da ordem nos últimos 13 anos, a recente montagem do poder político com a presença de um ‘novo’ governo articulado pela lógica da usurpação, o esgotamento de um projeto estratégico que se perdeu na ditadura da tática e na tentativa de lograr um acúmulo de forças que tinha como elemento político o apassivamento das forças sociais do campo do trabalho, os meandros da imposição paulatina do Estado de exceção como regra para afirmação de uma ‘nova’ ordem”. (Milton Pinheiro, texto da orelha do livro)

Politica Estado e ideologia

Ficha técnica
Título: Política, Estado e ideologia na trama conjuntural
Autor: Mauro Iasi
Editora: Instituto Caio Prado Jr.
Ano da publicação: 2017
Páginas: 440
Preço: R$ 40,00

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