Dialética da autogestão das empresas recuperadas por trabalhadores no Brasil

“O Grupo de Pesquisa em Empresas Recuperadas pelos Trabalhadores (GPERT) traz à lupa processos de autogestão no Brasil, em experiências passadas e presentes e, como E.P. Thompson, promove o diálogo entre conceito e evidência interrogada, ou seja, entre “autogestão prescrita” e “autogestão real”. Em Dialética da autogestão em empresas recuperadas por trabalhadores no Brasil, os leitores/as terão o privilégio de (re)conhecer experiências de trabalho vividas como experiências de classe, embora nem sempre percebidas como tal. São experiências que desvelam o princípio educativo do trabalho! Afinal, é no chão da fábrica e em outros espaços/tempos de produção da existência humana onde são tecidos os fios de culturas do trabalho fundadas na perspectiva da autogestão não apenas do trabalho, mas da vida social. O livro reúne pesquisadoras/es que, calcando-se no tripé pesquisa-ação, adequação sociotécnica e análise ergonômica do trabalho, revelam suas ferramentas teórico-metodológicas de assessoria e engenharia popular.” (Lia Tiriba)

O livro está disponível gratuitamente no site da editora Lutas anticapital. Clique aqui para fazer o download da obra e boa leitura.

Ficha técnica
Título: Dialética da autogestão das empresas recuperadas por trabalhadores no Brasil
Organizadores/as: Fernanda Santos Araújo, Vicente Nepomuceno, Flavio Chedid Henriques, Vanessa Moreira Sigolo, Lucca Perez Pompeu e Tarcila Mantovan Atolini
Editora: Lutas anticapital
Ano da publicação: 2019
Páginas: 415
Preço: R$ 35,00

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Feminismo para os 99%

Três das idealizadoras da Greve Internacional das Mulheres (Dia sem mulher) lançam no 8 de Março um poderoso manifesto feminista em oito países simultaneamente.

Moradia inacessível, salários precários, saúde pública, mudanças climáticas não são temas comuns no debate público feminista. Mas não seriam essas as questões que mais afetam a esmagadora maioria das mulheres em todo o mundo? Inspiradas pela erupção global de uma nova primavera feminista, Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser, organizadoras da Greve Internacional das Mulheres (Dia sem mulher), lançam um manifesto potente sobre a necessidade de um feminismo anticapitalista, antirracista, antiLGBTfóbico e indissociável da perspectiva ecológica do bem viver.

Feminismo para os 99% é sobre um feminismo urgente, que não se contenta com a representatividade das mulheres nos altos escalões das corporações.

Fonte: site da editora Boitempo

Feminismo para os 99%: Um manifesto

Ficha técnica
Título: Feminismo para os 99%: o manifesto
Autoras: Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser
Tradutora: Heci Regina Candiani
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2019
Páginas: 128
Preço: R$ 32,00

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Autobiografia de Angela Davis

A Boitempo publica pela primeira vez no Brasil Uma autobiografia, de Angela Davis. Lançada originalmente em 1974, a obra é um retrato contundente das lutas sociais nos Estados Unidos durante os anos 1960 e 1970 pelo olhar de uma das maiores ativistas de nosso tempo. Davis, à época com 28 anos, narra a sua trajetória, da infância à carreira como professora universitária, interrompida por aquele que seria considerado um dos mais importantes julgamentos do século XX e que a colocaria, ao mesmo tempo, na condição de ícone dos movimentos negro e feminista e na lista das dez pessoas mais procuradas pelo FBI. A falsidade das acusações contra Davis, sua fuga, a prisão e o apoio que recebeu de pessoas de todo o mundo são comentados em detalhes por essa mulher que marcou a história mundial com sua voz e sua luta.

Questionando a banalização da ideia de que “o pessoal é político”, Davis mostra como os eventos que culminaram na sua prisão estavam ligados não apenas a sua ação política individual, mas a toda uma estrutura criada para criminalizar o movimento negro nos Estados Unidos. Além de um exercício de autoconhecimento da autora em seus anos de cárcere, nesta obra encontramos uma profunda reflexão sobre a condição da população negra no sistema prisional estadunidense.

Fonte: site da editora Boitempo

Uma autobiografia

Ficha técnica
Título: Uma autobiografia
Autora: Angela Davis
Tradutora: Heci Regina Candiani
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2019
Páginas: 418
Preço: R$ 58,00

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Revolução e contra-revolução no Brasil

A mais resistente e consistente ordem escravista colonial americana. Uma longeva monarquia despótica, centralista e escravista, de caráter semi-colonial, com as classes dominantes dirigindo o país sob o tacão econômico da Inglaterra. A liquidação do reformismo abolicionista pela contra-revolução republicana, elitista, oligárquica, federalista e nem um pouco democrática. O caráter regional da industrialização e o nacional-desenvolvimentismo burguês getulista, com recuo relativo do status semi-colonial do país. As sequelas da hegemonia estalinista e populista sobre o jovem proletariado brasileiro. Esses são, segundo Mário Maestri, algumas das raízes da dificuldade dos trabalhadores de dirigirem o processo de emancipação do Brasil, abandonado totalmente pelas elites nacionais. A apresentação da singularidade da ditadura após 1967, dos anos da redemocratização, do peso da vitória da contra-revolução mundial em 1989 e, sobretudo, da Era Petista, de 2002 a 2016.

O ensaio de Mário Maestri, intitulado Revolução e contra-revolução no Brasil: 1530-2018, desemboca em seu objetivo central: a explicação do golpe de 2016 como superação da consolidada situação semi-colonial do país em direção a uma ordem “neocolonial globalizada”, na qual as classes dominantes nacionais cedem a direção política de fato da nação ao grande capital e ao imperialismo. Um cenário que, se concretizado, aponta para além de uma ordem fascista. Ou seja, um desfibramento geral da nação e a submissão do mundo do trabalho e da população a uma literal escravidão assalariada.

Fonte: site da editora Clube de autores

Revolução e Contra-Revolução no Brasil

Ficha técnica
Título: Revolução e contra-revolução no Brasil: 1530-2018
Autor: Mário Maestri
Editora: Clube de autores
Ano da publicação: 2019
Páginas: 412
Preço: R$ 46,82

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Amazônia: riqueza, degradação e saque

O livro Amazônia: riqueza, degradação e saque, de Gilberto de Souza Marques, contribui para conhecer o Brasil pela abordagem sobre uma de suas maiores e mais ricas regiões do continente americano, em seu processo histórico, desde sua base econômica e social. O autor trabalha com a contradição entre a riqueza natural e a pobreza social que atinge 28 milhões de habitantes. Ele destaca que a chamada Amazônia Legal brasileira é grandiosa, bela, impressionante, pois ocupa 61% do território nacional. A ­ floresta corresponde a 7% do planeta, 1/3 das ­ florestas tropicais, até 50% da biodiversidade da Terra e até 20% da água doce superficial do globo terrestre. Maior ­ floresta tropical, maior província mineral e principal reserva biogenética do planeta, é o maior bioma brasileiro, importante para o Brasil e para o equilíbrio do ecossistema do planeta como um todo. No entanto, a população da região é mantida na pobreza, em uma realidade do capitalismo dependente e periférico.

Para entender essa realidade regional, o autor busca responder a questões fundamentais, como: Por que sua integração à nação brasileira ocorre de forma subordinada ao grande capital nacional e estrangeiro? Que elementos autorizam a degradação do ecossistema amazônico levada a cabo pelas cadeias produtivas da mineração e do agronegócio? Por que o Estado brasileiro assume nas relações interiores e exteriores um papel subordinado e dependente ao capital?

O presente livro apresenta o exemplo mais evidente do que significa um país – e neste caso, dentro do país, uma região – estar inserido no chamado capitalismo dependente na plenitude de suas contradições. Se a Amazônia já merece nossa atenção pelo que ela é enquanto região, imagine, então, ter a possibilidade de desvendar seus segredos, compreender seu mais profundo significado e, ainda, nos desafiar em resolver suas contradições.

Fonte: site da editora Expressão Popular

Ficha técnica
Título: Amazônia: riqueza, degradação e saque
Autor: Gilberto de Souza Marques
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2019
Páginas: 296
Preço: R$ 36,00

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Apontamentos sobre a “teoria do autoritarismo”

A editora Expressão Popular, em parceria com a Adunirio (seção sindical dos docentes da Unirio, filiada ao Andes-SN), lança mais um título de um grande clássico do pensamento social brasileiro. Apontamentos sobre a “teoria do autoritarismo” foi escrito por Florestan Fernandes com base em anotações de aulas para o curso de graduação sobre a teoria do autoritarismo, que ministrou no Departamento de Política da PUC-SP no final de 1977. Nosso autor escreve em uma época em que as experiências socialistas do século XX, como as da Iugoslávia, China, Cuba, URSS, estavam vigentes e disputavam a hegemonia mundial com a superpotência capitalista, numa polarização entre revolução e contrarrevolução. No plano nacional, desde 1964 vivia-se uma ditadura empresarial-militar apoiada pelos EUA que esmaga a possibilidade de se realizar as reformas de base propostas pelo governo de João Goulart com o apoio das forças de esquerda.

Consolida-se nesse contexto, segundo Florestan, o desenvolvimento capitalista brasileiro e o seu caráter autocrático. Mas a compreensão do autoritarismo apenas em sua face política – próprio da ciência política liberal – mostra-se falha, uma vez que não a relaciona com o próprio movimento – e necessidades – de expansão do capital e do capitalismo. Assim, por um lado, o autor procura demonstrar como, no liberalismo e nos regimes fascistas e intolerantes do despotismo burguês, o elemento autoritário opera como componente estrutural e dinâmico da preservação, fortalecimento e expansão do “sistema democrático capitalista”. Por outro, a parar do conflito de classes como linha de análise e suas múltiplas polarizações, ainda presente nas críticas e perseguições do cerco capitalista de hoje, nosso autor enfrenta o debate sobre a ditadura do proletariado. Como uma democracia da maioria, ou elemento proletário da democracia, a diferencia completamente do autoritarismo e do despotismo burguês. Apesar dos equívocos e erros históricos que marcaram a experiência soviética de transição ao socialismo, tal debate, ainda hoje necessário, demonstra a vigência e a urgência da construção do socialismo como um novo projeto de sociedade.

Fonte: site da editora Expressão Popular

Ficha técnica
Título: Apontamentos sobre a “teoria do autoritarismo”
Autor: Florestan Fernandes
Editora: Expressão Popular
Ano de lançamento: 2019
Páginas: 166
Preço: R$ 25,00

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Novos Rumos v.55 n.2

A revista Novos Rumos, do Instituto Astrojildo Pereira, lançou a última edição de 2018. Neste número, foram publicados artigos de Antonino Infranca, Emiliano Alessandroni, Friedrich Engels, Iuri Cavlak, Ivo Tonet, Luiz Bernardo Pericás e Tatiana Fonseca. Todos os textos encontram-se disponíveis gratuitamente no site da revista.

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