Os donos do capital

A obra Os donos do capital: a trajetória das principais famílias empresariais do capitalismo brasileiro, organizada por Pedro Campos e Rafael Brandão, é dedicada ao exame da história dos principais grupos familiares do capitalismo no país. Trata-se de uma coletânea de dez artigos escritos por diferentes autores a respeito de alguns dos principais grupos familiares do capitalismo no país: a família Mauá, os Guinle, os Gerdau, os Lafer e os Klabin, os Johannpeter Gerdau, os Marinho, o caso de Valentim Bouças, a família Sarney, os Moreira Salles, Setúbal e Villela, além dos Odebrecht, Camargo e Andrade. Escritos por dez especialistas sobre esses diferentes grupos familiares, o livro acaba por trazer elementos importantes da formação histórica do capitalismo no país e da formação da classe dominante brasileira. Dessa forma, a obra pretende contribuir com os estudos e o conhecimento sobre a formação e o caráter do empresariado brasileiro, tendo em vista suas peculiaridades históricas e suas semelhanças e diferenças com as burguesias de outros países.

Os donos do capital

Ficha técnica
Título: Os donos do capital: a trajetória das principais famílias empresariais do capitalismo brasileiro
Organizadores: Pedro Campos e Rafael Brandão
Editora: Autografia
Ano da publicação: 2016
Páginas: 352
Preço: R$ 47,00

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Lenin e a Revolução de Outubro

“A antologia lenineana que agora se entrega ao leitor reúne escritos dos anos 1917 a 1923 – lapso temporal que cobre um capítulo crucial do século XX. Estão coligidos neste volume alguns dos principais textos de Lenin redigidos no calor da hora – no fragor dos combates travados em 1917 e na sua imediata sequência – e que são indispensáveis para a compreensão do seu protagonismo, central nos eventos do Outubro russo e seus desdobramentos logo seguintes. Mas esta seleção de textos de Lenin, tendo por suposto que a sua plena inteligibidade implica a sua rigorosa inserção no fluxo da história russa e do movimento socialista europeu na entrada do século XX, pretende-se um pouco mais que um repertório documental representativo. Seu objetivo é, antes de mais e sobretudo, oferecer ao eventual leitor (não a especialistas ou acadêmicos, mas a militantes sociais e jovens ativistas interessados em fazer avançar a sua autoformação política) materiais que lhe permitam refletir sobre o comportamento teórico e prático-político de um notável líder revolucionário em face de conjunturas determinadas, particulares, no enfrentamento do que ele mesmo designou como situações concretas – reflexão que, para além de implicações teóricas, seguramente tem claríssimas incidências prático-políticas.” (José Paulo Netto)

Lenin e a Revolucao de Outubro

Ficha técnica
Título: Lenin e a Revolução de Outubro: textos no calor da hora (1917-1923)
Autor: Vladimir Illitch Ulianov Lenin
Organizador: José Paulo Netto
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2017
Páginas: 596
Preço: R$ 45,00

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Gramsci e a Revolução Russa

Nesse centenário da Revolução Russa e de oitenta anos da morte de Antonio Gramsci é fundamental que se traga da Revolução Russa, da sua experiência trágica, da sua luta heroica, das suas formulações teóricas e práticas, os ensinamentos para a retomada da luta por uma sociedade mais igualitária neste novo século.

O livro Gramsci e a Revolução Russa, organizado por Ana Lole, Victor Leandro Chaves Gomes e Marcos Del Roio, trata de questões que dizem respeito à relação entre Gramsci e Lenin, entre a Itália e a Rússia. Recorda os oitenta anos da morte de Gramsci e o centenário da Revolução Russa reunindo artigos produzidos por estudiosos brasileiros e italianos, que refletem acerca do evento revolucionário russo pelo prisma do pensamento político do filósofo sardo. Ao longo desta obra coletiva temos o registro das ideias gramscianas de modo a realçar seu “espírito inventivo”, o que já demarca a singularidade e a riqueza desta coletânea.

Fonte: site da editora Mórula

Gramsci e a Revolucao Russa

Ficha técnica
Título: Gramsci e a Revolução Russa
Organizadores/as: Ana Lole, Victor Leandro Chaves Gomes e Marcos Del Roio
Autores/as: Domenico Losurdo, Anita Helena Schlesener, Michelle Fernandes de Lima, Edmundo Fernandes Dias, Daniela Mussi, Eduardo Granja Coutinho, Rodrigo Duarte Fernandes dos Passos, Gianni Fresu, Giovanni Semeraro, Lincoln Secco, Leandro Galastri e Giuseppe Vacca
Editora: Mórula
Ano da publicação: 2017
Páginas: 272
Preço: R$ 42,00

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História da resistência indígena

“Ainda pouco se sabe sobre os 500 anos de luta dos povos indígenas no Brasil. Apenas um ou outro episódio se destaca na história oficial. De outro lado as informações são poucas e esparsas, geralmente obtidas através de textos escritos muitas vezes na perspectiva do vencedor, isto é, da sociedade dominante. A história real de resistência e luta desses povos continua de certa forma desconhecida. Os personagens, os locais, as datas dessas lutas são geralmente ignorados pelos brasileiros. Recentemente, começou-se a fazer um resgate deste passado e este livro quer ser uma contribuição para essa retomada histórica. Ele começou a ser gestado em 2005 quando o autor voltou a escrever episódios das lutas indígenas para o jornal indigenista Porantim, do Cimi, em Brasília. Foram, portanto, 12 anos de pesquisa e garimpagem em textos históricos, nem sempre de fácil acesso. Este livro foi escrito de forma simples, visando, sobretudo, as lideranças e os professores indígenas para que tivessem um instrumental a mais na luta de resistência. Foi uma forma de devolver às comunidades indígenas parte do seu passado resistente. O livro destina-se também aos militantes das causas sociais, para que recuperem a luta desses povos e que vejam, que apesar de vários tropeços, sempre buscaram defender sua terra e suas culturas. Por isso fica aqui gravada a frase que ecoou muito forte na época das comemorações dos 500 anos do Brasil: Reduzidos sim, vencidos nunca!” (Benedito Prezia)

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Ficha técnica
Título: História da resistência indígena: 500 anos de luta
Autor: Benedito Prezia
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2017
Páginas: 208
Preço: R$ 35,00

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Significado do protesto negro

“Entende-se por movimento negro contemporâneo grupos e organizações que, no país, desenvolvem a luta e o combate ao racismo desde os primórdios da década de 1970. Tomou-se esse período como ponto de partida por ele determinar o marco da reinserção do Movimento Negro no cenário político ao apontar as relações raciais como um dos principais aspectos das contradições existentes entre a sociedade e o Estado no Brasil. Tal movimento tem como uma de suas estratégias a denúncia da discriminação, do preconceito e do racismo existente no país e o desmascaramento da farsa da democracia racial alardeada pela ditadura militar – no Brasil não existia racismo!

Quarenta anos depois, podemos afirmar que essas estratégias foram exitosas e influenciaram e tornaram possíveis mudanças nas condições de vida e trabalho da população negra em anos recentes. A pretensa democracia racial tornou-se indefensável e o racismo é visto como um dos impasses a serem solucionados para a construção de um Brasil mais justo e igualitário. Vários foram os pensadores socialistas e de esquerda, negros e brancos, homens e mulheres, que contribuíram para a formação dos ativistas que construíram e constroem esse movimento. Florestan Fernandes foi um deles. Um lutador socialista e de esquerda que destinou seu prestígio e autoridade teórica e política em favor da luta de combate ao racismo.

O que fica explícito em seus estudos e livros publicados e em parte presentes no conjunto de textos apresentado nessa nova edição de Significado do Protesto Negro. São textos que relacionam capitalismo e racismo para que se compreenda a desigualdade racial e a condição de pobreza da população negra que os representantes das elites da casa-grande, com o golpe em curso no Brasil, tentam manter como garantia da manutenção de seus privilégios e postos de mando e opressão, o que, juntos com Florestan Fernandes, aprendemos a enfrentar.” (Flávio Jorge Rodrigues da Silva)

Significado do protesto negro

Ficha técnica
Título: Significado do protesto negro
Autor: Florestan Fernandes
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2017
Páginas: 160
Preço: R$ 25,00

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Nós que amávamos tanto O capital

Nós que amavámos tanto O capital é resultado do Seminário Internacional Marx: a criação destruidora, realizado pela Boitempo em parceria com o Sesc São Paulo em 2013, que recuperou os eventos ocorridos entre 1956 e 1964, quando um grupo de jovens professores da Universidade de São Paulo (USP) dá início ao estudo da obra de Marx. Esses estudos, ficaram conhecidos como Seminários Marx. Nessa coletânea, quatro participantes dos Seminários Marx – Emir Sader, João Quartim de Moraes, José Giannotti e Roberto Schwarz – expõem muito mais que seus depoimentos sobre aquela experiência: trazem para o debate atual o significado que tais estudos tiveram para a compreensão científica de realidades brasileiras que desenvolveram em seus trabalhos futuros.” (Sofia Manzano, apresentação do livro)

Nos que amavamos tanto O capital

Ficha técnica
Título: Nós que amávamos tanto O capital
Autores: Emir Sader, João Quartim de Moraes, José Giannotti e Roberto Schwarz
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2017
Páginas: 80
Preço: R$ 23,00

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Margem Esquerda 28

A edição 28 da revista Margem Esquerda dedica-se a acompanhar o percurso da maior tentativa de transformação social já empreendida na história da humanidade: a Revolução Russa de outubro de 1917. Muito já se escreveu sobre esse excepcional evento, e o balanço de seus erros e acertos está longe de ser conclusivo. Agora, quase três décadas após o fim da União Soviética socialista, talvez seja possível ter um olhar mais objetivo sobre o tema.

A Margem Esquerda 28 reúne artigos, documentos, poema e imagens que abordam, sob diferentes ângulos, esses cem anos de história. A começar pela entrevista com a historiadora Anita Leocadia Prestes, filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario, que viveu na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas durante os anos 1973 a 1979 e conta não só sobre essa experiência e sua trajetória intelectual como também sobre os bastidores do Partido Comunista Brasileiro. O dossiê Feminismo, marxismo e a Revolução Russa, organizado por Artur Renzo, traz textos de Maria Lygia Quartim de Moraes, As origens do feminismo marxista; Wendy Goldman, A libertação das mulheres e a Revolução Russa: legado e lições; e Rejane Hoeveler, A Revolução Bolchevique no olhar de Clara Zetkin. Os demais artigos são de Miguel Urbano Rodrigues, A humanidade e o socialismo; Michael Löwy, Da Revolução de Outubro ao ecocomunismo no século XXI; Ricardo Prestes Pazello, Pachukanis: a teoria marxista do direito aos cem anos da Revolução Russa; Slavoj Žižek, Lenin navegando em territórios desconhecidos; e Guido Liguori, Gramsci, o fascismo, a hegemonia, este traduzido e apresentado por Daniela Mussi.

A edição também traz, na seção Documento, o texto A Revolução Russa, escrito no calor da hora por Astrojildo Pereira, e o inédito Mulher e socialismo, traduzido do russo, da cosmonauta e ativista Valentina Terechkôva. O Clássico desta vez é a Carta sobre o stalinismo, de György Lukács, traduzida por Leandro Konder e apresentada por Antonio Carlos Mazzeo; na seção Resenhas, destaque para o texto Emancipação feminina, emancipação da humanidade, de Maria Orlanda Pinassi, que analisa a antologia A revolução das mulheres: emancipação feminina na Rússia soviética, organizada por Graziela Schneider. Já o poema escolhido é o magnífico Poema do passaporte soviético, de Vladimir Maiakovski, traduzido e apresentado por Flávio Wolf de Aguiar. Ainda na esteira do centenário da Revolução Bolchevique, as ilustrações – selecionadas pelo artista plástico Sergio Romagnolo – são do ícone da arte moderna Kazimir Malevich (1878-1935).

Margem Esquerda 28

Ficha técnica
Título: Revista Margem Esquerda n. 28
Autoras/es: várias/os
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2017
Páginas: 160
Preço: R$ 30,00

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