O velho Marx

O livro apresenta uma análise dos anos finais e ainda pouco explorados da vida de Karl Marx. Marcello Musto derruba a lenda de que a partir de meados de 1870, devido a problemas de saúde e dificuldades pessoais, o filósofo alemão teria suspendido quase inteiramente sua pesquisa. Ao contrário, ele não só deu continuidade a seu trabalho, mas estendeu-o a novas disciplinas e a outras áreas do planeta.

A partir do estudo de manuscritos que vieram a público recentemente e ainda não foram traduzidos do alemão nem publicados em livro, Musto demonstra que Marx passa a se interessar por antropologia, pelas sociedades não ocidentais e pela crítica ao colonialismo europeu. Por trás disso, não havia, como se tem dito, mera curiosidade intelectual, mas o propósito teórico-político de alargar e refinar a compreensão do capitalismo

Além de desconstruir a imagem de um Marx eurocêntrico, economicista e exclusivamente absorvido pelo tema da luta de classes, esta biografia intelectual, com base nas de outros membros da família, oferece um retrato mais amplo e humano do autor em sua fase final. Permite ainda uma reavaliação inovadora de algumas de suas ideias-chave.

Fonte: site da editora Boitempo

O velho Marx

Ficha técnica
Título: O velho Marx: uma biografia dos seus últimos anos (1881-1883)
Autor: Marcello Musto
Tradutor: n/d
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2018
Páginas: 160
Preço: R$ 39,00

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Rosa Luxemburgo e o protagonismo das lutas de massa

O livro Rosa Luxemburgo e o protagonismo das lutas de massa tem como objetivo divulgar de forma ampla e didática as contribuições teóricas desta militante comunista para a realidade atual da classe trabalhadora. Para tanto, a obra inicia com uma nota biográfica e um comentário sobre a linha mestra do pensamento político de Rosa Luxemburgo para, em seguida, apresentar a coletânea de textos escolhidos, com trechos de seus escritos mais importantes. Cada um deles é precedido por um breve comentário de contextualização no conjunto da obra. Seus textos enfatizam, por exemplo, a defesa da criatividade popular, a importância da democracia de base ou da espontaneidade das massas. É assim que surgem reflexões sobre o comunismo “primitivo” ou sobre o convívio de formas de produção mais antigas – como a escravidão – em meio ao capitalismo.

O leitor poderá encontrar esses elementos ao logo dos textos aqui selecionados – e comentados por Isabel Loureiro –, bem como notará que, para Rosa, somente as “massas” esclarecidas, autônomas e politicamente conscientes de seu papel histórico, poderão protagonizar os processos transformadores em direção a um sistema de socialismo profundamente democrático. Não haverá revolução vitoriosa sem a unidade das forças progressistas ou sem amplo apoio popular, como a história do século XX mostrou – desde a Revolução Alemã tragicamente derrotada em Berlim e em Munique, até a implosão do “socialismo realmente existente” na União Soviética ou na Europa Oriental.

Fonte: site da editora Expressão Popular

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Ficha técnica
Título: Rosa Luxemburgo e o protagonismo das lutas de massa
Autora: Rosa Luxemburgo; Isabel Loureiro (org.)
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2018
Páginas: 244
Preço: R$ 36,00

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Margem Esquerda 30

A 30ª edição da revista Margem Esquerda traz uma entrevista com Joachim Hirsch. O cientista político alemão tem sido, nas últimas décadas, o destacado propositor de uma leitura radical acerca do Estado, denunciando-o como forma derivada da mercadoria.

Sobre o direito e sua relação com o marxismo é o dossiê desta edição, coordenado pelo filósofo do direito Alysson Leandro Mascaro, que traz as colaborações de Ingo Elbe, Alessandra Devulsky e Moisés Alves Soares.

Na seção de artigos, Maria Lygia Quartim de Moraes faz um vivo retrato dos protestos que marcaram 1968 pelo mundo, passados cinquenta anos. Demétrio Cherobini analisa a teoria de István Mészáros, destrinchando a crise do capital em curso e possibilidades da ofensiva socialista e de educação da classe trabalhadora. Do entrevistado Hirsch se resgata um texto a respeito do Estado, da globalização e da regulação. O editor português Francisco Melo, das Edições Avante!, faz um balanço da utilização por Lênin de O capital na perspectivação da Revolução Russa. Fechando a seção, Maurilio Lima Botelho disseca os fundamentos sociais da militarização em curso no Rio de Janeiro e a guerra aos “vagabundos” instaurada pela ofensiva neoliberal. Guerra que, segundo o autor, tem como alvo prioritário as favelas, expressão espacial dos excluídos do mercado de trabalho, processo que ganhou visibilidade com o assassinato de Marielle Franco, vereadora que atuava em defesa sobretudo das populações negras e de mulheres.

O volume traz ainda a tradução do texto de Piotr Stutchka, Três fases do direito soviético, incluída aqui como “Clássico”, e um texto documental proferido como palestra há exatos vinte anos por Angela Davis sobre os legados de Herbert Marcuse, filósofo alemão de quem a ex-Pantera Negra fora discípula direta.

As duas resenhas e a nota de leitura que compõem este número se relacionam estreitamente com o direito: são análises dos livros Direito processual e capitalismo, de Marcelo Gomes Franco Grillo; Os despossuídos: debates sobre a lei referente ao furto de madeira, de Karl Marx; e Sujeito de direito e marxismo, de Marcos Alcyr Brito de Oliveira. Por fim, Flávio Aguiar nos brinda com um lado pouco conhecido de Karl Marx: o poeta. Traduzidos diretamente do alemão, os dois poemas aqui selecionados revelam um jovem universitário de repertório romântico, rebelde e irônico. No ano do bicentenário de nascimento do genial filósofo, economista e político socialista, não poderia haver escolha mais adequada.

Fonte: site da editora Boitempo

Margem Esquerda n. 30

Ficha técnica
Título: Margem Esquerda n.30
Autores/as: Diversxs
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2018
Páginas: n/d
Preço: R$ 30,00

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O futuro da filosofia da práxis

A editora Expressão Popular lança uma nova edição do livro O futuro da filosofia da práxis, de Leandro Konder, publicado originalmente em 1992 pela Paz e Terra. Neste livro, Konder traça, com sua habitual prosa clara e direta, reflexões em torno da teoria social desenvolvida por Karl Marx por conta da crise do socialismo e a derrocada da URSS, em torno dos anos 1980. Mantendo seu compromisso de ser um intelectual dentro do movimento comunista, Konder reafirma a importância do legado teórico do revolucionário alemão não como um dogma a ser seguido cegamente, mas de forma criativa. Para tal, ele leva em consideração as transformações pelas quais o capitalismo passou ao longo do século XX e as diferentes interpretações que esta teoria ganhou nos diferentes momentos da luta dos trabalhadores.

Ele reconstitui, por exemplo, a origem dos termos marxismo e marxismo-leninismo, sempre estabelecendo relações com os contextos históricos, com as perspectivas das organizações políticas que os estabeleceram, bem como sua aproximação ou distanciamento com o pensamento de Karl Marx. O autor coloca a própria vida e obra de Marx em análise, procurando demonstrar como ambas são determinadas pela consciência social de sua época; exercício este que tem como pano de fundo os princípios do método de análise materialista dialético. Nesse sentido, Konder também reafirma a concepção defendida por Antonio Gramsci de que este pensamento constitui uma filosofia da práxis, baseando-se na proposta do próprio Marx de que: “Os filósofos têm se limitado a interpretar o mundo de diferentes maneiras; trata-se, entretanto, de transformá-lo”. Assim, a práxis não é apenas um simples sinônimo de prática, mas uma atividade que tem estreita relação com a teoria.

Para Marx, era preciso superar duas unilateralidades opostas (a do materialismo e a do idealismo) e pensar simultaneamente a atividade e a corporeidade do sujeito, reconhecendo-lhe todo o poder material de intervir no mundo. Nessa intervenção consistia a práxis, a atividade “revolucionária”, “subversiva”, questionadora e inovadora, ou ainda, numa expressão extremamente sugestiva, “crítico-prática”.

Fonte: site da editora Expressão Popular

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Ficha técnica
Título: O futuro da filosofia da práxis
Autor: Leandro Konder
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2018
Páginas: 148
Preço: R$ 25,00

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Vietnã, a guerrilha vista por dentro

O livro Vietnã: a guerrilha vista por dentro, escrito pelo jornalista Wilfred G. Burchett, é considerado um clássico da grande reportagem sobre a resistência do povo vietnamita à intervenção militar dos Estados Unidos (1961-1975). Essa grande obra pode ser comparada à Dez dias que abalaram o mundo, de Jonh Reed, que descreve a tomada do poder pelos sovietes, na Revolução de Outubro de 1917.

No caso de Burchett, sua reportagem descreve os anos ainda iniciais desse período da Revolução vietnamita (1963-1964), uma vez que a vitória só aconteceria em 1975. A convite da Frente Nacional de Libertação, Burchett descreveu as atrocidades do imperialismo e também a reação da organização popular nas chamadas zonas libertas do Vietnã do Sul. O repórter acompanhou as ações da guerra de guerrilha nas florestas, junto aos soldados do exército popular, apoiados por homens e mulheres, por jovens, idosos e crianças, que realizavam as ações de defesa e ataque ao exército inimigo e rapidamente e se protegiam em gigantescos túneis subterrâneos, com armas rústicas das etnias tradicionais.

Esta reportagem, além de consistir num documento histórico sobre as lutas de libertação nacional e as revoluções socialistas na região, nos anos 1960 e 1970, representa uma descrição fiel de como lutam os povos, ao descrever a vida do povo vietnamita nas zonas libertas, com a auto-organização da defesa, da educação, da cultura, da saúde e da produção e alimentação.

Fonte: site da editora Expressão Popular

vietna

Ficha técnica
Título: Vietnã: a guerrilha vista por dentro
Autor: Wilfred G. Burchett
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2018
Páginas: 349
Preço: R$ 35,00

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A liberdade é uma luta constante

O novo livro da ativista política Angela Davis reúne uma ampla seleção de seus artigos, discursos e entrevistas recentes realizados em diferentes países entre 2013 e 2015, organizados pelo militante dos direitos humanos Frank Barat. Os textos trazem reflexões sobre como as lutas históricas do movimento negro e do feminismo negro nos Estados Unidos e a luta contra o apartheid na África do Sul se relacionam com os movimentos atuais pelo abolicionismo prisional e com a luta anticolonial na Palestina. Além de sua reconhecida atuação política no combate ao racismo, Davis denuncia também o sexismo, demonstrando de forma muito objetiva a relação entre a violência contra a mulher e a violência do Estado.

De acordo com a autora, não há possibilidade de se combater a violência sem desmontar as estruturas do sistema capitalista. Ao afirmar que, “quando as mulheres negras se movem, toda a estrutura política e social se movimenta na sociedade”, Davis sintetiza a importância fundamental do movimento das mulheres negras na desestruturação e desestabilização das rígidas e consolidadas relações desiguais de poder na sociedade, representadas pela dinâmica de violência, supremacia branca, patriarcado, poder do Estado, mercados capitalistas e políticas imperiais.

“A leitura desta obra nos recoloca em um espaço próprio, o da resistência, o de nunca desistir da luta que deve ser empreendida. Reencontrar o pensamento, as ações, o comprometimento de Angela Davis com as lutas que ultrapassam as questões vividas em solo nacional nos ensina também a pensar a nossa luta em relação a todos os ‘condenados da terra’, como escreveu Frantz Fanon.”, afirma Conceição Evaristo no texto de orelha.

Fonte: site da editora Boitempo

A liberdade é uma luta constante

Ficha técnica
Título: A liberdade é uma luta constante
Autora: Angela Davis
Tradutora: Heci Regina Candiani
Editora: Boitempo
Ano da publicação: 2018
Páginas: 144
Preço: R$ 39,00

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Teoria marxista da dependência

A teoria marxista da dependência (TMD), uma das vertentes mais férteis do pensamento crítico, tem se revelado cada vez mais vigente e necessária, oferecendo caminhos de investigação para a crítica rigorosa e a luta pela superação das estruturas de poder que se exercem sobre a classe trabalhadora e nossos povos, em nossa realidade social subordinada às relações imperialistas, onde a exploração do modo de produção capitalista enquanto economia mundial se impõe sob formas que se agudizam.

O livro Teoria marxista da dependência: problemas e categorias. Uma visão histórica, de Mathias Sebel Luce, é fruto de dez anos de pesquisas. O seu desafio é realizar uma síntese teórica das principais categorias da TMD e expor o desdobramento histórico-concreto de suas relações. O resultado que o leitor e a leitora tem em mãos consiste, a uma só vez, de um trabalho de crítica da economia política e de história econômica, oferecendo este texto à classe trabalhadora brasileira e latino-americana, como contribuição à explicação de nossa realidade social e para apoiar as lutas pelas transformações estruturais que precisam ser encaradas, tendo como horizonte nossa definitiva emancipação.

Fonte: site da editora Expressão Popular

teoria-da-dependencia

Ficha técnica
Título: Teoria marxista da dependência: problemas e categorias. Uma visão histórica
Autor: Mathias Sebel Luce
Editora: Expressão Popular
Ano da publicação: 2018
Páginas: 271
Preço: R$ 30,00

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