Marx e o marxismo, v.6 n.11

Saiu o novo número da revista Marx e o Marxismo, publicada pelo Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o Marxismo (NIEP) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Neste volume, encontramos artigos sobre a greve dos professores universitários de 2012, a teoria marxista da dependência, mobilidade urbana no Brasil, Marx e a luta contra as opressões, a ultra-direita estadunidense e outros temas.

Clique aqui para acessar o sumário completo do volume 6, número 11 da revista Marx e o marxismo.

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Rosa Luxemburgo

A Boitempo e as Edições Iskra publicam, pela primeira vez em português, a biografia da revolucionária polonesa-alemã Rosa Luxemburgo. Escrita por Paul Frölich e publicada originalmente em 1939, é considerada ainda hoje uma obra de referência indispensável. Desde então várias outras biografias de Rosa Luxemburgo foram publicadas, com mais informações e dados biográficos, mas segundo especialistas nenhuma contém a mesma afinidade profunda entre o autor e seu objeto.

Paul Frölich (1884-1953) participou, com a biografada, da fundação do Partido Comunista Alemão em 1919. Nos anos 1920 ele será encarregado, pelo Partido, da publicação das obras completas de Rosa Luxemburgo. O livro de Frölich apresenta a apaixonante vida da filósofa e economista marxista: sua juventude na Polônia, os estudos em Zurique, a emigração para a Alemanha, a relação afetiva e erótica com Leo Jogiches, a luta pelas ideias marxistas na social-democracia alemã, a participação na revolução russa em Varsóvia, os anos de prisão na Polônia e, durante a guerra, na Alemanha, em 1919, seu assassinato pelos bandos militares pré-fascistas trazidos para Berlin pelo ministro social-democrata Noske.

Fonte: site da editora Boitempo

Rosa Luxemburgo: Pensamento e Ação

Ficha técnica
Título: Rosa Luxemburgo: pensamento e ação
Autor: Paul Frölich
Tradutorxs: Nelio Schneider e Erica Ziegler
Editoras: Boitempo e Edições Iskra (com apoio do Goethe-Institut e da Fundação Rosa Luxemburgo)
Ano da publicação: 2019
Páginas: 378
Preço: R$ 57,00

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Mobilidade e superexploração do trabalho

Em Mobilidade e superexploração do trabalho: o enigma da circulação, dando prosseguimento a investigações anteriores sobre as condições de constituição e reprodução social da pequena produção rural, por um lado, e, por outro, sobre as especificidades do exército de reserva nas formações dependentes, Gil Felix analisa processos sociais de mobilidade espacial e de circulação mercantil da força de trabalho a partir de dados de uma etapa de pesquisa realizada junto a trabalhadores de um grande projeto da indústria da mineração na Amazônia Oriental.

Considerando os percursos desses trabalhadores junto a processos em curso no mundo do trabalho e frisando as tendências globais de aceleração e amplificação da circulação mercantil da força de trabalho das últimas décadas, o autor conclui que esses processos implicam em uma maior aproximação entre o exército ativo e o exército de reserva e, dessa forma, em uma nova condição imposta à classe trabalhadora.

Dado o estado dos debates em curso nos centros de pesquisa situados nos países centrais, voltado, por exemplo, para o devido entendimento das metamorfoses do trabalho e dos trabalhadores em todo o mundo, bem como as ideias que vêm sendo apresentadas, este livro, particularmente, contribui para uma releitura das teses originalmente formuladas no âmbito da teoria social e da política revolucionária latino-americana no contexto do capitalismo contemporâneo.

Fonte: site da editora Lamparina

Ficha técnica
Título: Mobilidade e superexploração do trabalho: o enigma da circulação
Autor: Gil Felix
Editora: Lamparina
Ano da publicação: 2019
Páginas: 352
Preço: R$ 58,00

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Passado presente

O livro Passado presente, de Sabrina Areco, trata da análise da Revolução Francesa feita por Antonio Gramsci considerando desde seus primeiros escritos (1910) até os Cadernos do cárcere redigidos entre os anos de 1927-1935 durante a prisão sob o regime fascista de Mussolini. Entender a leitura da Revolução Francesa em Gramsci perpassa situar as divergências e os debates do campo historiográfico e, também, a mobilização que se fazia do passado na esfera mais propriamente política. É preciso considerar a persistência no vocabulário do começo do século XX de termos que remetem à revolução do século XVIII, como “terror”, “ano II”, “jacobinismo”, entre outros, e as comparações que foram estabelecidas entre passado e presente sobretudo a partir de 1917.

Nos primeiros escritos, Gramsci tratou da França revolucionária como paradigma e origem da modernidade política, mas recusava integralmente a fase jacobina da Convenção (1793-1794). Entre 1917-1918, ao tratar do tema, voltou sua atenção à historiografia francesa, em especial Albert Mathiez, e iniciou uma reabilitação dos jacobinos históricos e, a partir de 1921, tratou-os de forma positiva até sua reelaboração como categoria teórica-analítica nos Cadernos. A Revolução Francesa, assim, será tratada nos últimos escritos como um longo processo de construção da hegemonia na França e o partido jacobino como essencial para a conformação do Estado nacional e do “povo” francês, por ter amalgamado campo e cidade. A categoria de jacobinismo está vinculada à reflexão sobre a estratégia política das classes subalternas e foi incorporada ao léxico gramsciano após o processo intelectual de maturação estimulado pela Revolução Russa e desenvolvido no período carcerário, quando passou a compor o núcleo central de sua teoria política.

Passado Presente: A Revolução Francesa no Pensamento de Gramsci

Ficha técnica
Título: Passado presente: a Revolução Francesa no pensamento de Gramsci
Autora: Sabrina Areco
Editora: Appris
Ano da publicação: 2018
Páginas: 219
Preço: R$ 57,00

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Marx na América

“Erroneamente, Marx foi e ainda é acusado de eurocentrismo. Ao contrário, estudos recentes da sua obra vêm demonstrando que ele jamais pretendeu aplicar os moldes do capitalismo europeu ao restante do planeta, algo que seria, aliás, completamente impossível. Isso, porém, já era sabido por dois dos maiores intérpretes da história latino-americana, Mariátegui e Caio Prado Jr.. Conhecedores das peculiaridades dos seus respectivos países, eles recusaram explicações “etapistas”, preferindo entender a articulação do Peru e do Brasil na universalidade histórica do capitalismo mundial. E, com isso, inovaram não só no conteúdo, mas também na forma, no método do marxismo de sua época.

São esses aspectos cruciais que o presente livro [intitulado Marx na América: a práxis de Caio Prado e Mariátegui] é muito feliz em destacar. A escolha dos dois autores não é casual e, sim, fruto da intenção clara e profícua de esclarecer, pela comparação, as possibilidades imaginativas e analíticas que o caso latino-americano permite àqueles que ousam não repetir fórmulas. Caio Prado Jr. e Mariátegui praticaram um marxismo intelectualmente aberto a todas as teorias que proporcionassem uma compreensão de fato dialética, não mecanicista, dos processos sociais. Mas o essencial do pensamento dos dois autores, e esse é o eixo do livro que o leitor tem nas mãos, é que conhecer a realidade implica nela intervir em uma transformação radical. Aqui, a teoria dissidente está ligada de modo inseparável à prática revolucionária. É isso que faz o tema deste livro de Yuri Martins Fontes ser mais do que nunca atual.” (Jorge Grespan)

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Ficha técnica
Título: Marx na América: a práxis de Caio Prado e Mariátegui
Autor: Yuri Martins Fontes
Editora: Alameda
Ano da publicação: 2018
Páginas:
Preço: R$ 68,00

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Lukács e os problemas do marxismo do século 20

“Chega finalmente ao Brasil uma versão em português da obra de Guido Oldrini György Lukács e os problemas do marxismo do século 20. Evento de significativa importância, pois o acesso a esta obra certamente trará aos estudiosos do pensamento filosófico novos insumos ao entendimento do Lukács, de sua trajetória intelectual desde o jovem ao Lukács maduro e de sua decisiva contribuição ao conhecimento sobre o complexo universal do ser e sobre o ser social em particular. Trajetória que instaura a apreensão do Lukács especialmente em matéria de Ética, de Estética e de Ontologia, resultando na criação de uma Ontologia histórico-dialética cujo caráter objetivo e materialista explicita os traços categoriais do gênero humano, seus fundamentos e suas relações no desenvolvimento histórico a partir do ser enquanto ser.

O conjunto das formulações contidas na obra, como afirma o próprio Oldrini, privilegia mais precisamente a retratação da “história do pensador e não do homem”, ainda que um leitor atento divise no percurso de sua exposição que os momentos decisivos relacionados à atividade cultural de Lukács encontram-se tão intimamente articulados
ao contexto histórico no qual se processou sua trajetória de vida e de intelectual, que o homem, suas escolhas e decisões revelam-se em tal processo em meio à dinâmica particular do mundo centro-europeu que marcaram o século 20 com seus conflitos, lutas e tentativas experimentais por uma nova socialidade. Por que não dizer também, marcado por tragédias humanas entre guerras e ideais irracionalistas, estas últimas confrontadas com as prerrogativas materialistas com as quais se deparou Lukács em dado contexto e consolidou o seu caminho em direção ao marxismo.

A obra é fruto de uma longa pesquisa de Oldrini por mais de dez anos, o que mostra a importância conferida por ele a Lukács como intelectual, sendo acompanhada de debates em eventos diversos mediante produções e publicações de textos que resultaram, a meu ver, no mais significativo livro sobre a trajetória de Lukács em direção aos fundamentos de uma Estética seguida de uma Ontologia histórico-dialética marxiana como proposição para a formulação de uma Ética materialista.” (Gilmaisa Costa, apresentação do livro)

A obra, na íntegra, encontra-se disponível gratuitamente no site da editora Coletivo Veredas. Clique aqui e boa leitura!

Ficha técnica
Título: György Lukács e os problemas do marxismo do século 20
Autor: Guido Oldrini
Tradutora: Mariana Andrade
Editora: Coletivo Veredas
Ano da publicação: 2017
Páginas: 517
Preço: R$ 35,00

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Ditadura, anistia e transição política no Brasil

Ao enfrentar a história da luta pela anistia política desde 1964 e da forma através da qual a ditadura projetou e implementou a “sua” anistia em fins dos anos 1970, Renato Lemos apresenta uma totalidade relacional. A trajetória daqueles e daquelas que resistiram é indissociável da história da forma como a ditadura respondeu com brutalidade autocrática a essa resistência. Mas, também do processo através do qual a contrarrevolução preventiva logrou permanecer, mesmo após a mudança do regime, como lógica dirigente da dominação exercitada pela burguesia no território periférico e dependente em que se construiu o capitalismo no Brasil.

Fonte: site da editora Consequência

AÇÃO CRIMINOSA DAS ONGs A privatização da escola pública, A

Ficha técnica
Título: Ditadura, anistia e transição política no Brasil (1964-1979)
Autor: Renato Luís do Couto Neto e Lemos
Editora: Consequência
Ano da publicação: 2018
Páginas: 544
Preço: R$ 45,00

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